A Boeing entregou 60 jatos comerciais em maio, aumento em relação às 45 unidades do mesmo mês do ano passado, conforme dados divulgados pela fabricante.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo programa 737 MAX, responsável por 51 entregas no mês, ante 31 em maio de 2025. A Boeing também entregou seis 787-9 Dreamliner, um cargueiro 767-300F e um 777F. As entregas do 777F ficaram abaixo do registrado um ano antes, quando a fabricante entregou cinco unidades do cargueiro.

Os números mensais mostram um desempenho mais forte da Boeing em 2026, após interrupções na produção e desafios de certificação que afetaram as entregas em anos anteriores.

Nos cinco primeiros meses do ano, a Boeing entregou 250 aeronaves comerciais, frente a 220 no mesmo período de 2025, alta de quase 14%.

O 737 MAX segue como principal responsável pelo volume de entregas da empresa. Entre janeiro e maio, a Boeing entregou 198 aeronaves da família, ante 164 no mesmo intervalo do ano passado.

As entregas de widebodies permaneceram relativamente estáveis. Até maio, a Boeing entregou 27 Dreamliner, sendo 22 do modelo 787-9 e cinco 787-10, contra 28 aeronaves um ano antes. A empresa ainda não entregou nenhum 787-8 em 2026, enquanto uma unidade havia sido entregue até este ponto em 2025.

Boeing 777F da Kalitta Air com a pintura da DHL (Mitchul Hope)
Boeing 777F da Kalitta Air com a pintura da DHL (Mitchul Hope)

O mercado de cargueiros apresentou resultados variados. As entregas do 777F caíram de 16 aeronaves nos cinco primeiros meses de 2025 para 12 neste ano, enquanto as entregas do 767-300F permaneceram estáveis em cinco unidades. A Boeing também entregou seis aeronaves KC-46 baseadas no 767-2C até maio, ante quatro no mesmo período do ano anterior.

No geral, os dados indicam que a recuperação das entregas da Boeing segue liderada pelo 737 MAX, com maior produção de narrowbodies compensando a estabilidade nas entregas de widebodies e volumes menores em alguns programas de cargueiros.

O desempenho da Boeing nas entregas pode se fortalecer ainda mais no segundo semestre, à medida que a empresa eleva a produção do 737 MAX de 42 para 47 aeronaves por mês. O novo ritmo foi recentemente aprovado pela Federal Aviation Administration (FAA) dos Estados Unidos e deve apoiar entregas adicionais conforme a produção se estabiliza.