Após quase 15 anos de espera, o Aeroporto de Congonhas passa a contar a partir desta terça-feira, 31 de março, com uma conexão direta com o sistema de metrô e trens de São Paulo, graças à Linha 17-Ouro de monotrilho.
O governo do estado inaugurou o ramal no fim da manhã e que será aberto ao público a partir das 16h em horário excepcional. O funcionamento nos primeiros meses será das 10h às 15h em dias úteis a princípio – não haverá cobrança de tarifa no novo trecho.
Para os passageiros do aeroporto, a Linha 17 permitirá chegar à região das avenidas Luis Carlos Berrini e Chucri Zaidan em poucos minutos. Também será possível seguir viagem nas linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda para atingir outras regiões como a Avenida Paulista, Pinheiros e o centro da capital, entre outras alternativas de trajeto.
O sistema monotrilho foi lançado no começo da década passada com uma meta absurda, ficar pronto para a Copa do Mundo da Fifa em 2014. Não há tempo hábil (exceto na China) para concluir um projeto desse porte e no caso da Linha 17 isso incluiu problemas com construtoras em meio à Lava Jato, quebra de fornecedores e brigas na Justiça.

Vencido esses obstáculos, a Linha 17 deve facilitar também a conexão por trilhos com o Aeroporto de Guarulhos, que desde 2018 é parcialmente atendida pela Linha 13-Jade. Desde dezembro, o People Mover da GRU Airport tem oferecido a viagem com o Aeromovel nos três terminais.
Ou seja, passa a ser possível ir de trem entre os dois maiores aeroportos do país. A operação plena do monotrilho, entretanto, só deve ocorrer em outubro quando o horário de funcionamento passará a ser entre 4h40 e meia-noite com intervalo entre viagens mais baixo.
Por enquanto, os passageiros terão de esperar entre 7 e 15 minutos para seguir a bordo dos trens. Em junho, mais unidades devem se juntar e reduzir o intervalo.

Para os usuários de Congonhas haverá um túnel de ligação até a estação no subsolo do saguão principal, uma caminhada de 3 minutos, aproximadamente.
A única questão aberta sobre a linha de metrô é que ela surgiu numa época em que o novo terminal de Congonhas ainda não era algo palpável. A Aena está implantando o futuro processador e pier em uma área mais distante e sem acesso à Linha 17-Ouro por túnel ou passarela. Mas isso é um potencial problema para 2028.
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