Na manhã desta sexta-feira (5), ativistas do Greenpeace invadiram o aeroporto Charles de Gaulle em Paris e pintaram com tinta verde um Boeing 777 da companhia Air France em protesto contra o governo francês.
O grupo ambientalista acusa Paris de praticar “greenwashing” (banho verde, em tradução livre), uma forma de “maquiar” dados ambientais com ações de marketing e relações públicas com objetivo de criar uma imagem positiva diante da opinião pública, ocultando ou desviando a atenção de impactos ecológicos negativos.
A manifestação no maior aeroporto da França ocorre dias antes do início dos debates parlamentares sobre o projeto de lei “Clima e Resiliência”, que pretende estabelecer uma série de metas para redução das emissões de gases poluentes e proteção ambiental.
Em nota, o Greenpeace afirma que as ações propostas no plano do governo francês “não serão suficientes para conter a crise climática” e que a “regulação e redução do tráfego aéreo são essenciais” para conter os impactos ambientais.
Entre suas reinvindicações, o grupo pede a eliminação de voos curtos e o desenvolvimento imediato de alternativas ferroviárias para reduzir os níveis de emissões poluentes.
https://twitter.com/greenpeacefr/status/1367770046701920257
“Não somos contra as inovações tecnológicas, ao contrário do que alguns tentam fazer crer. Estamos simplesmente dizendo que elas não serão suficientes para resolver a crise climática. Algumas soluções falsas até representam um risco adicional para o clima”, cita o comunicado do Greenpeace.
As “soluções falsas” mencionadas pelo grupo é uma crítica ao que eles chamam de “aviões verdes” movidos por biocombustíveis, combustíveis sintéticos, hidrogênio e até eletricidade. De acordo com o Greenpeace, essas tecnologias não podem ser anunciadas como “soluções milagrosas” pois cada uma delas vêm acompanhadas de diferentes danos ao meio ambiente.
“Seja qual for o avião 'verde' que nos seja oferecido, ele não fornecerá uma solução milagrosa para absorver o volume e o crescimento do tráfego aéreo que experimentamos antes da crise da Covid, devido às questões de disponibilidade de recursos (terra, biomassa, eletricidade renovável, etc.) e competição com outros usos e setores”, finaliza a nota do Greenpeace.
Aviação Comercial

