A Embraer encerrou o primeiro trimestre com uma carteira de pedidos de US$ 32,1 bilhões, alta de 22% em relação ao mesmo período de 2025 e o sexto recorde trimestral consecutivo da fabricante brasileira.
O avanço foi concentrado na aviação comercial, cuja carteira saltou 50% em um ano, para US$ 15 bilhões. O principal fator foi a entrada de 18 pedidos firmes do Embraer E195-E2 da Finnair, parte de um acordo maior para até 46 aeronaves. A fabricante também adicionou três E195-E2 vendidos a um cliente não revelado.
A divisão de serviços e suporte também continuou em expansão e atingiu US$ 5,1 bilhões em carteira, alta de 11% em 12 meses, ampliando sua relevância dentro da companhia.
O segmento de aviação executiva, por outro lado, ficou estável em US$ 7,6 bilhões tanto na comparação anual quanto trimestral. O dado surge após um período de preocupação no setor com os efeitos da guerra tarifária iniciada pelo governo de Donald Trump, que elevou incertezas sobre custos e demanda nos Estados Unidos — principal mercado dos jatos executivos da Embraer, especialmente da família Embraer Phenom 300.

Apesar disso, a fabricante entregou 29 jatos executivos no trimestre, ante 23 um ano antes, e lançou as versões atualizadas Embraer Praetor 600E e Embraer Praetor 500E.
Na defesa, a carteira somou US$ 4,4 bilhões, queda de 4% ante o trimestre anterior, embora ainda acima do registrado há um ano. A Embraer entregou um Embraer C-390 Millennium para Portugal e quatro Embraer A-29 Super Tucano para Portugal, Uruguai e um cliente africano não revelado.
No total, a empresa entregou 44 aeronaves no trimestre, alta de 47% sobre o mesmo período de 2025.
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