A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou nesta semana a cerimônia de ativação da Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A. (Alada), nova estatal vinculada à NAV Brasil.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer a indústria aeroespacial nacional e ampliar a autonomia estratégica do país no setor, estimunaldo para isso o desenvolvimento tecnológico e apoio ao Programa Espacial Brasileiro.
Durante o evento em Brasília, foram empossados os membros do Conselho de Administração e da Diretoria-Executiva da nova empresa. O Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, Comandante da Aeronáutica, assumiu a presidência do Conselho, enquanto o Tenente-Brigadeiro do Ar Sergio Roberto de Almeida foi empossado como presidente da Diretoria-Executiva.
A criação da Alada é uma tentativa de posicionar o Brasil de forma mais competitiva no mercado global em áreas sensíveis como fabricação de componentes aeronáuticos e espaciais, além do lançamento de artefatos ao espaço.

A estatal também terá o papel de mitigar a dependência de tecnologias estrangeiras e fomentar o desenvolvimento de parcerias com instituições públicas e privadas.
Segundo a FAB, a Alada vai explorar o potencial comercial dos centros de lançamentos como o de Alcântara, no Maranhão. A estatal também será a ‘prime contractor’ para projetos aeroespaciais no país.
Mercado espacial
No entanto, a iniciativa vai na contramão do mercado espacial, que tem cada vez mais empresas privadas assumindo papéis estratégicos e de tecnologia de ponta no exterior.
Os Estados Unidos são o maior exemplo dessa mudança conceitual. Por década, a NASA, a agência espacial do país, liderou os principais projetos no setor, mas o alto custo e ineficiência a deixaram dependente de parceiros privados como a SpaceX, do polêmico bilionário Elon Musk.

Com recursos abundantes, a empresa viabilizou um foguete lançador de satélites reutilizável, uma cápsula capaz de atender a Estação Espacional Internacional (IIS) e uma rede global de satélites para fornecer internet de alta velocidade, a Starlink, entre outros projetos.
Atualmente, a SpaceX investe no projeto Starship, o maior foguete reutilizável do mundo, que almeja missões para a Lua e Marte, embora tenha passado por vários infortúnios nos últimos tempos.
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