Um bombardeiro B-1B Lancer da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) que estava armazenado desde 2021 voltou ao serviço ativo após um complexo processo de recuperação, evidenciando a necessidade da força em manter sua frota de bombardeiros.
A aeronave, que estava armazenada no 309th Aerospace Maintenance and Regeneration Group, na Base Aérea de Davis-Monthan, no Arizona, foi restaurada à condição operacional após quase dois anos de trabalho na Base Aérea de Tinker, em Oklahoma. O processo envolveu reparos estruturais, revisões de sistemas e a substituição de mais de 500 componentes.
Mais de 200 profissionais do 567th Aircraft Maintenance Squadron participaram do esforço, atuando em turnos prolongados para concluir a restauração. “Eles superam inúmeros obstáculos e trabalham juntos para realizar reparos que ninguém mais na comunidade de bombardeiros conseguiria fazer”, afirmou Steven Mooy, planejador mestre da unidade.
A aeronave realizou voos de checagem funcional no início deste ano, ainda sem pintura, para validar sistemas e desempenho antes da fase final de revitalização, que incluiu repintura e preparação para entrega. O B-1B deixou Tinker em 22 de abril e já retornou à Base Aérea de Dyess, no Texas.

O bombardeiro restaurado, de matrícula 86-0115, estava entre os 17 B-1B retirados em 2021, sendo que apenas uma pequena parte foi mantida em condições que permitissem eventual reativação. Seu retorno representa um dos raros casos em que um bombardeiro dos EUA é retirado de armazenamento prolongado e devolvido ao serviço de linha de frente.
A aeronave foi rebatizada como “Apocalypse II”, em referência a um B-24 Liberator da Segunda Guerra Mundial, e agora integra o 7th Bomb Wing. Ela substitui capacidade perdida em incidentes anteriores e contribui para estabilizar o número de aeronaves da frota em um momento de pressão por disponibilidade.
A decisão de reativar o bombardeiro ocorre enquanto a Força Aérea dos EUA segue contando com a frota de B-1B durante o desenvolvimento do B-21 Raider de nova geração.
Documentos orçamentários indicam que a força planeja manter 44 B-1B em operação e garantir que parte da frota permaneça voando até o final da década de 2030, revertendo planos anteriores de aposentadoria antecipada do modelo.
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