A KLM Cityhopper, braço regional da empresa aérea holandesa, está analisando uma encomenda de 25 jatos, com Embraer e Airbus oferecendo a família E2 e o A220, conforme afirmou o diretor-geral Maarten Koopmans ao jornal Valor Econômico.
Koopmans disse que a companhia está avaliando as opções e espera tomar uma decisão até o fim do ano. As novas aeronaves substituiriam parte da frota atual de jatos Embraer de primeira geração, especialmente o E190.
Atualmente, a KLM Cityhopper opera uma frota composta exclusivamente por aeronaves Embraer, totalizando 61 aviões, sendo 25 E195-E2, 19 E190 e 17 E175. O resultado da concorrência significará também se a estratégia de frota de um único fabricante persistirá.
A companhia introduziu o E195-E2 a partir de 2021, mas esses aviões são operados por meio de contratos de leasing, e não por encomendas diretas à Embraer. O último jato do lote inicial entrou em operação até o fim de 2025, e a empresa agora reavalia os próximos passos antes de assumir novos compromissos.

O foco na substituição do E190 é relevante devido à diferença de capacidade entre os modelos. O E190 atual acomoda cerca de 100 passageiros, enquanto o E195-E2 transporta 136 ocupantes e o Airbus A220-300, operado pela parceira Air France, tem 148 lugares. Isso sugere que variantes menores, como o E190-E2 ou o A220-100, podem ser consideradas, embora ambas tenham registrado demanda mais restrita em relação às versões maiores.
Ambas as famílias de aeronaves utilizam motores Pratt & Whitney com engrenagem — o PW1900G no E2 e o PW1500G no A220 —, que vêm sendo alvo de ampla campanha de inspeção e reparo, afetando disponibilidade e entregas. A Embraer argumenta que seus aviões têm peso menor, o que reduz o esforço sobre os motores e contribui para maior confiabilidade em operação.

Koopmans destacou que a aviação regional segue central no modelo de negócios da KLM, baseada na alimentação das operações de longo curso por meio de conexões na Europa. A KLM Cityhopper realiza cerca de 400 voos diários e está entre os maiores operadores regionais do continente.
Ele também apontou o custo do combustível como desafio relevante, alertando que preços elevados podem levar a ajustes em rotas e frequências, especialmente em mercados de menor rentabilidade.



