A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) avançou no projeto de modernização do bombardeiro Boeing B-52 Stratofortress após concluir a revisão crítica de projeto do programa de substituição dos motores CERP, que dará origem à variante B-52J.
A aprovação libera o início das modificações nas duas primeiras aeronaves, que receberão novos motores Rolls-Royce F130 no lugar das unidades TF33 originais, em uso desde a década de 1960. A Boeing será responsável pela integração, com o primeiro bombardeiro previsto para iniciar o processo ainda este ano.
A modernização vai além da troca dos motores, incluindo sistemas elétricos e embarcados para atender futuras demandas operacionais. Após a conversão, a aeronave passará por testes em voo antes da ampliação do programa para o restante da frota de B-52.

A expectativa é que o B-52 permaneça em serviço por décadas, com planos dos Estados Unidos que podem estender sua vida operacional a quase um século desde o primeiro voo em 1952. No futuro, o bombardeiro atuará ao lado do Northrop Grumman B-21 Raider, em desenvolvimento para superar defesas aéreas avançadas.
Paralelamente, a Força Aérea ajustou o cronograma de transição. Parte das frotas do Boeing B-1B Lancer e do Northrop B-2 Spirit deve permanecer em operação por mais tempo que o previsto, possivelmente até o final da década de 2030.
A decisão decorre de atrasos no programa B-21 e de um cenário geopolítico mais exigente, que aumentou a necessidade de manter uma frota maior de bombardeiros no curto prazo. Atualmente, a Força Aérea opera 44 aeronaves B-1B e 19 B-2.
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