A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, concluiu a fase de testes de voo pairado e em baixa velocidade com o protótipo de engenharia do seu “‘carro voador” (eVTOL). O próximo passo agora é preparar o início dos voos de transição com o acionamento do motor traseiro ainda este ano.

Segundo a Eve, o protótipo acumulou 59 voos e 2 horas, 27 minutos e 33 segundos de tempo de voo desde o início da campanha.

Os testes avaliaram sistemas de controle de voo, comportamento aerodinâmico, desempenho da propulsão e cargas estruturais durante operações de pairado e manobras em baixa velocidade.

Durante a campanha, a aeronave operou em velocidades abaixo de 15 nós (28 km/h) antes de ampliar o envelope de voo para cerca de 20 nós (37 km/h) em voo horizontal. A Eve informou que o protótipo também realizou manobras simultâneas de controle em quatro eixos como parte das atividades de validação aerodinâmica e de cargas.

A empresa declarou que a aeronave atingiu 215 pés (66 metros) acima do solo e permaneceu no ar por até 3 minutos e 48 segundos em voos individuais.

Entre as atividades citadas pela Eve estão demonstrações da capacidade de pouso automático e de um modo secundário simplificado de fly-by-wire, destinado ao uso caso o modo principal de controle fique indisponível.

A próxima etapa da campanha envolverá testes em solo antes dos voos de transição, quando a aeronave passará a alternar entre sustentação vertical e voo sustentado por asas, utilizando seus sistemas de propulsão de elevação e empuxo.

Protótipo eVTOL da Eve durante os testes (Eve)
Protótipo eVTOL da Eve durante os testes (Eve)

Diferentemente de alguns concorrentes do segmento de eVTOL que já realizaram voos de transição ou sustentados por asas, a Eve adotou uma abordagem de desenvolvimento mais incremental, baseada em simulações e expansão gradual do envelope de voo antes de avançar para operações em velocidades mais altas.

A aeronave da Eve utiliza oito hélices dedicadas à sustentação e duas hélices de empuxo instaladas na parte traseira. A empresa pretende certificar a aeronave de produção junto à ANAC, em coordenação com a FAA.

A empresa, no entanto, não reforçou os prazos e cronogramas previstos do programa no comunicado.