A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, concluiu a fase de testes de voo pairado e em baixa velocidade com o protótipo de engenharia do seu “‘carro voador” (eVTOL). O próximo passo agora é preparar o início dos voos de transição com o acionamento do motor traseiro ainda este ano.
Segundo a Eve, o protótipo acumulou 59 voos e 2 horas, 27 minutos e 33 segundos de tempo de voo desde o início da campanha.
Os testes avaliaram sistemas de controle de voo, comportamento aerodinâmico, desempenho da propulsão e cargas estruturais durante operações de pairado e manobras em baixa velocidade.
Durante a campanha, a aeronave operou em velocidades abaixo de 15 nós (28 km/h) antes de ampliar o envelope de voo para cerca de 20 nós (37 km/h) em voo horizontal. A Eve informou que o protótipo também realizou manobras simultâneas de controle em quatro eixos como parte das atividades de validação aerodinâmica e de cargas.
https://twitter.com/airwayaviation/status/2057430874094784894
A empresa declarou que a aeronave atingiu 215 pés (66 metros) acima do solo e permaneceu no ar por até 3 minutos e 48 segundos em voos individuais.
Entre as atividades citadas pela Eve estão demonstrações da capacidade de pouso automático e de um modo secundário simplificado de fly-by-wire, destinado ao uso caso o modo principal de controle fique indisponível.
A próxima etapa da campanha envolverá testes em solo antes dos voos de transição, quando a aeronave passará a alternar entre sustentação vertical e voo sustentado por asas, utilizando seus sistemas de propulsão de elevação e empuxo.

Diferentemente de alguns concorrentes do segmento de eVTOL que já realizaram voos de transição ou sustentados por asas, a Eve adotou uma abordagem de desenvolvimento mais incremental, baseada em simulações e expansão gradual do envelope de voo antes de avançar para operações em velocidades mais altas.
A aeronave da Eve utiliza oito hélices dedicadas à sustentação e duas hélices de empuxo instaladas na parte traseira. A empresa pretende certificar a aeronave de produção junto à ANAC, em coordenação com a FAA.
A empresa, no entanto, não reforçou os prazos e cronogramas previstos do programa no comunicado.



