O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, registrou dois anos sob administração da Aena, concessionária que assumiu sua operação das mãos da Infraero.
Segundo maior aeroporto do Brasil em movimento de passageiros, o terminal na zona sul da capital paulista há décadas depende de uma infraestrutura precária e aquém das suas necessidades e importância. A expectativa, portanto, é de uma melhoria significativa nos próximos anos.
A Aena afirmou ter destinad cerca de R$ 60 milhões à ampliação e qualificação do mix comercial, elevando a área dedicada de 5.300 m² para mais de 10.000 m² e totalizando 82 pontos de varejo e alimentação.
A infraestrutura voltada ao passageiro também avançou com a inauguração de três salas VIP e dois novos restaurantes com áreas de mesas ampliadas, além da primeira loja walkthrough da Dufry Shopping.
No âmbito operacional, o aeroporto recebeu mais de R$ 150 milhões em melhorias que resultaram em reconhecimentos internacionais, incluindo a terceira posição mundial em pontualidade entre grandes aeroportos em agosto.

A implantação de 16 canais de raio-X permitiu que 98% dos passageiros passassem pelos controles de segurança em menos de cinco minutos, enquanto o sistema de ônibus elétricos consolidou Congonhas como referência em mobilidade sustentável no setor.
Novo terminal é aguardado para 2028
O grande passo que a Aena dará, no entanto, envolve a inauguração de um novo terminal que está sendo construído onde antes ficavam hangares históricos da Real Aerovias, posteriormente assumidos pela Varig e recentemente a Gol.
Além de mais moderna e capaz, a nova área ampliará um dos principais gargalos de Congonhas, as pontes de embarque, que irão de 12 para 19 estruturas, beneficiando 70% dos usuários.
A conclusão de um novo terminal é esperada para junho de 2028, com investimento total estimado em R$ 2,4 bilhões.
Aeroportos

