O governo federal publicou nesta quinta-feira, 11, o edital para a venda assistida do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, com leilão previsto para março de 2026 e lance mínimo de R$ 932 milhões.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou o documento, que determina contribuição variável de 20% sobre o faturamento bruto até 2039 e elimina a exigência de construção de uma terceira pista.
O edital busca modernizar a infraestrutura do terminal, pontuando requerimentos de eficiência e ampliação da capacidade operacional, em linha com os objetivos de elevar a competitividade do setor.

“A expectativa é que o próximo operador seja capaz de assegurar o atendimento do nível e qualidade de serviço que o contrato estabelece, bem como que promova o desenvolvimento do aeroporto e do Rio de Janeiro, mediante expansão da conectividade doméstica e internacional da cidade”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
A Infraero, que atualmente detém 49% das ações do Galeão, deverá deixar a sociedade até março de 2026, conforme previsto no edital.
Entre as novidades, o texto prevê um mecanismo de compensação ao operador caso haja restrições operacionais no Aeroporto Santos Dumont, buscando mitigar riscos comerciais para o futuro concessionário.
Entre janeiro e outubro de 2025, o Galeão registrou movimentação de cerca de 14,2 milhões de passageiros e processamento de 83,4 mil toneladas de carga. A expectativa é que o aeroporto termine o ano como terceiro mais movimentado do país.

Atualmente, o Galeão é administrado pela RioGaleão, concessionária que venceu o leilão realizado em 2013 e que na época era uma sociedade entre a Odebrecht e a Changi Airports, de Cingapura. Mais tarde o grupo brasileiro vendeu sua participação para a operadora asiática.
Em agosto, a Vinci Compass adquiriu 70% da participação da Changi na concessionária, passando a deter 35,7% da sociedade que administra o aeroporto, enquanto a Changi Airports manteve 15,3% – o restante é a fatia da Infraero.
Aeroportos

