Operadores de jatos executivos Legacy e Praetor, da Embraer, foram instados a realizar inspeções imediatas em um componente crítico do sistema de controle de voo após a identificação de uma falha durante manutenção programada. A diretiva de aeronavegabilidade abrange os modelos Legacy 450 e 500, além dos Praetor 500 e 600.
O problema envolve o atuador do compensador de arfagem (pitch trim actuator – PTA), responsável por ajustar a posição do estabilizador horizontal e essencial para o controle longitudinal da aeronave. Durante a execução de uma verificação de irreversibilidade do sistema, foram identificadas falhas em um dos caminhos de carga do atuador — condição que compromete a redundância de um sistema projetado com duas vias independentes.
Essa falha aumenta o risco de comprometimento do segundo caminho de carga. Nessa situação, o estabilizador horizontal pode ficar livre para se movimentar sob forças aerodinâmicas, o que pode resultar na perda de controle da aeronave. Em aviões com comandos fly-by-wire, como as famílias Legacy e Praetor, o PTA é um elemento central na conversão dos comandos do piloto em movimento do estabilizador.
As diretivas foram emitidas pela Federal Aviation Administration e pela Agência Nacional de Aviação Civil após as anomalias serem detectadas em manutenção programada, sem relação com ocorrências em voo.

A Embraer afirmou que “emitiu um boletim de serviço para coletar dados adicionais em operação e um boletim operacional descrevendo um meio alternativo de conformidade, refletindo sua abordagem disciplinada para monitoramento de produtos e engajamento precoce com reguladores”.
Os operadores devem realizar uma verificação operacional do atuador (OPC) e, alternativamente, uma checagem do sistema de compensação de arfagem, dentro de prazos que variam conforme o histórico de manutenção da aeronave — podendo ser de até 10 ciclos de voo ou 20 horas de voo nos casos mais imediatos. Caso sejam identificadas falhas ou mensagens de alerta no EICAS, a aeronave não pode ser liberada para voo até a substituição do atuador.
Empresas e proprietários também são obrigados a reportar os resultados das inspeções, permitindo que autoridades e fabricante avaliem a extensão do problema e determinem se serão necessárias medidas corretivas adicionais.

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