O governo do Reino do Marrocos fechou um acordo considerado histórico para modernização de aeroportos e expansão da aviação comercial no país africano.

Aziz Akhannouch, chefe do governo, assinou um acordo com orçamento estimado em 37 bilhões de dirhams ou US$ 3,7 bilhões por meio da Autoridade Nacional de Aeroportos (ONDA).

O montante será investido ao longo de cinco anos para a construção de uma nova infraestrutura aeroportuária, especialmente nas cidades de Marraquexe, Agadir, Tânger e Fez, segundo o site Morocco World News.

O Aeroporto Internacional Mohammed V, em Casablanca, por exemplo, será um hub para rotas comerciais dentro do Marrocos, com a construção de um novo terminal internacional.

Somente esse terminal custará o equivalente a 25 bilhões de dirhams ou US$ 2,5 bilhões. O restante do orçamento, de 13 bilhões de dirhams ou US$ 1,3 bilhão, será aplicado aos terminais menores nas cidades mencionadas.

Embraer E190 da Royal Air Maroc (Rawpixel)
Embraer E190 da Royal Air Maroc (Rawpixel)

Embraer E190 da Royal Air Maroc (Rawpixel)

O dobro de passageiros

Segundo o governo marroquino, o dinheiro será usado para manutenção, modernização e aquisição de terras para esta expansão que promete ampliar os voos comerciais no país do Magreb.

O investimento faz parte da visão estratégica “Aeroportos 2030” da ONDA, cujo objetivo é atingir a meta de 80 milhões de passageiros nas rotas nacionais em 2030, o dobro do movimento atual.

O novo terminal de Casablanca sozinho será responsável por metade desse movimento projetado pelo Marrocos para o final da década, impulsionando assim não só a economia local, mas o turismo no país.

Abdessamad Kayouh, ministro dos Transportes e Logística, defendeu o programa junto à Câmara dos Representantes do Reino do Marrocos. Ele afirmou: “Este programa envolve principalmente a construção de um novo aeroporto em Casablanca, seguindo as diretrizes reais, para fortalecer as conexões do Marrocos com o resto do mundo, especialmente com os países mais distantes”.

O plano estratégico do governo também casa com os interesses da Royal Air Maroc, a companhia aérea nacional, que planeja expandir sua frota com aeronaves Embraer E2 e ampliar suas rotas domésticas.