Foi inaugurada nesta quinta-feira (19) a segunda etapa das obras de modernização do Aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. As intervenções fazem parte da Fase 1B do contrato de concessão e somam cerca de R$ 120 milhões em investimentos, voltados principalmente ao aumento da segurança operacional e à melhoria da infraestrutura da aviação geral.

Os trabalhos foram conduzidos pela concessionária PAX Aeroportos, responsável pela gestão do terminal, que integra o bloco Aviação Geral RJ-SP, juntamente com o Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, cujas melhorias foram concluídas no início da semana.

Entre as principais intervenções está a construção de uma nova taxiway mais afastada da pista de pouso e decolagem, o que amplia a margem de segurança nas operações. Também foram implantadas novas vias de serviço, além de sistemas modernos de iluminação e sinalização.

“Agora, com a infraestrutura adequada, podemos avançar no processo de implantação da operação por instrumentos, do tipo não-precisão, que será um divisor de águas”, afirmou Rogério Prado, CEO da PAX Aeroportos.

Modernização do Campo de Marte (PAX Aeroportos)
Modernização do Campo de Marte (PAX Aeroportos)

As obras incluem ainda a criação de áreas de segurança de fim de pista (RESA), substituição dos sistemas PAPI, nova pavimentação da pista, intervenções nas taxiways e requalificação do sistema de drenagem, com impacto direto na capacidade e na confiabilidade operacional do aeroporto.

Além da Fase 1B, a concessionária realizou ações complementares, como a aquisição de veículos elétricos e tratores, reparos em cercas, manutenção ambiental e modernização de equipamentos. Estão em andamento a ampliação do sistema de monitoramento por câmeras e ajustes no terminal de passageiros, que deverá passar por novas melhorias.

Inaugurado em 1929, o Campo de Marte é um dos aeroportos mais tradicionais do país, com papel relevante na formação de pilotos e na aviação executiva. Com as intervenções, o terminal deve absorver parte da demanda hoje concentrada em Congonhas, contribuindo para reduzir a pressão operacional no aeroporto da zona sul.