Seis empresas demonstraram interesse no leilão de venda assistida da concessão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, após a conclusão do roadshow preparatório realizado pelo governo federal. A licitação está prevista para 30 de março, na sede da B3, em São Paulo, mas o governo não revelou o nome dos grupos que podem disputar o certame.
O roadshow foi conduzido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos, da Casa Civil, e com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Nos encontros, foram apresentados aos participantes o modelo do leilão, as diretrizes contratuais e os principais aspectos operacionais e econômicos do aeroporto.
Segundo o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, as reuniões tiveram como objetivo esclarecer o projeto e dialogar com o mercado. “O roadshow foi uma oportunidade para apresentar os avanços do projeto e ouvir o mercado”, afirmou.
O governo destacou que o número de empresas participantes do roadshow não representa, necessariamente, o total de potenciais interessados no leilão. De acordo com a pasta, há grupos com experiência no setor que podem não participar dessa etapa. Todos os documentos técnicos e contratuais do projeto estão disponíveis publicamente, e os interessados puderam encaminhar pedidos formais de esclarecimento.
Antes do leilão, está prevista a realização de uma sessão pública de esclarecimentos no dia 26 de fevereiro, às 10h, no auditório da B3, com transmissão online. A participação presencial exige inscrição prévia até 20 de fevereiro.
O leilão do Galeão decorre de um acordo homologado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), no âmbito de um processo de solução consensual. O entendimento promoveu o reequilíbrio econômico-financeiro da concessão, atualizou cláusulas contratuais e viabilizou a retomada de investimentos no aeroporto.
A disputa será aberta ao mercado, mas o acordo estabelece que os acionistas privados da atual concessionária RIOgaleão — Changi, de Cingapura, e Vinci, da França, que detêm 51% do capital — deverão apresentar ao menos uma proposta no valor mínimo para participar do certame.
O valor mínimo do leilão foi fixado em R$ 932 milhões, com pagamento à vista. A vencedora assumirá o controle integral do aeroporto e deverá pagar à União uma contribuição variável anual equivalente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039. O acordo também prevê a saída da Infraero da estrutura societária do terminal.
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