O Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, teve suas operações suspensas por aproximadamente 14 horas nesta terça-feira, 30, após um vazamento de óleo na pista principal. O incidente, ocorrido durante a madrugada, resultou no impacto de mais de 161 voos em todo o Brasil.
Segundo informações da Infraero, o vazamento foi identificado por volta das 3h da manhã e teve origem em um caminhão de manutenção que realizava serviços na área operacional do aeroporto. O óleo derramado era proveniente do motor do equipamento, e não de combustível, conforme esclarecido pelas autoridades aeroportuárias.
A suspensão das operações gerou atrasos e remanejamentos em voos de diversas companhias aéreas, afetando tanto as operações domésticas quanto conexões em outros aeroportos. Para mitigar os impactos, a Infraero anunciou a extensão do horário de funcionamento do Santos Dumont, normalmente das 6h às 23h, visando acomodar as operações remanescentes do dia.
A limpeza da pista foi conduzida com o uso de desengraxante biodegradável e água de veículos do Corpo de Bombeiros, em conformidade com os procedimentos exigidos para garantir a segurança das operações aéreas. Todos os recursos disponíveis foram empregados para restabelecer as condições adequadas, atendendo aos altos padrões estabelecidos para pistas de pouso e decolagem, segundo a Infraero.
A pista foi liberada para uso às 17h25, após inspeções técnicas confirmarem a ausência de resíduos que pudessem comprometer a segurança das aeronaves. O Santos Dumont é um dos aeroportos de maior movimento do Brasil e tinha ainda maior demanda até pouco tempo atrás, quando o governo federal decidiu limitar as operações para transferir voos para o Galeão.
O incidente reforça a necessidade de protocolos rigorosos de manutenção e resposta a emergências em aeroportos de grande fluxo, uma vez que interrupções operacionais podem gerar efeitos em cadeia no sistema aéreo nacional e afetar o planejamento das companhias e dos passageiros.
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