A Vinci Compass firmou acordo para adquirir 70% da participação da Changi Airports na concessionária RIOgaleão, responsável pela gestão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. A operação, que depende de aprovação da ANAC e do CADE, resultará em nova divisão societária entre Vinci, Changi e Infraero.

Com a transação, a Vinci Compass passará a deter 35,7% da sociedade que administra o aeroporto, enquanto a Changi Airports manterá 15,3%. A Infraero permanece com 49% das ações, conforme previsto no acordo. A estatal brasileira, entretanto, já manifestou intenção de vender sua participação por leilão em 2026.

A alteração ocorre em um momento de recuperação da demanda no Galeão, impulsionada por medidas do governo federal que restringiram operações no Aeroporto Santos Dumont. A Changi Airports, que venceu a licitação do terminal em 2013 com uma proposta de R$ 19 bilhões, chegou a manifestar interesse em deixar a concessão devido a dificuldades financeiras, mas decidiu permanecer após novas condições homologadas pelo TCU.

A mudança na composição acionária não impacta imediatamente a operação de aeronaves no terminal, que segue recebendo voos domésticos e internacionais de diversos modelos, incluindo aviões de grande porte utilizados em rotas de longa distância.

O aeroporto é considerado um dos principais hubs do país, relevante para o fluxo de passageiros e cargas na região Sudeste.

O valor da transação entre Vinci Compass e Changi Airports não foi divulgado. O processo de aprovação regulatória será acompanhado por ajustes na gestão e possíveis reestruturações futuras, especialmente com a prevista saída da Infraero em 2026.