Os planos da companhia aérea da Papua Nova Guiné Air Niugini de adquirir dois jatos Boeing 787-8 parecem cada vez mais incertos após relatos recentes sugerirem que o pedido foi cancelado, embora os jatos permaneçam listados no backlog oficial da Boeing.

A companhia aérea estatal havia reconhecido anteriormente, em janeiro de 2025, que estava revisando a compra devido a “circunstâncias em mudança”, apesar de o pedido ter sido aprovado como parte de seu programa de renovação da frota. Encomendados em 2023, os 787 estavam destinados a substituir duas aeronaves Boeing 767-300 alugadas, que devem deixar a frota por volta de 2026.

Reportagens recentes indicaram que o pedido pode ter sido cancelado completamente, deixando a companhia aérea sem uma substituição de fuselagem larga confirmada a longo prazo. No entanto, a Boeing ainda não mostra qualquer cancelamento em seu site, criando incerteza sobre o status do acordo.

A situação surge enquanto a Air Niugini opera uma das frotas mais antigas da região. Sua atual linha inclui jatos Fokker 70 e Fokker 100 com mais de três décadas de serviço, alguns que voaram no Brasil pela TAM, além de dois Boeing 767-300 antigos que continuam a operar em rotas de longa distância.

Air Niugini primeiro A220-300 (Airbus)
Air Niugini primeiro A220-300 (Airbus)

Ao mesmo tempo, a companhia aérea começou a introduzir aeronaves mais novas, com os Airbus A220 entrando em serviço para substituir gradualmente jatos narrowbody mais antigos.

O plano da frota inclui tanto as variantes A220-300 quanto as menores A220-100, que devem assumir operações domésticas e regionais nos próximos anos. O jato europeu foi selecionado em disputa acirrada com os E2 da Embraer, mas logo depoisCEO da época foi afastado por razões misteriosas.

Enquanto a renovação dos narrowbody avança, a falta de clareza em torno da estratégia de fuselagem larga levanta questões sobre como a Air Niugini sustentará sua rede internacional uma vez que os 767 sejam aposentados. A companhia aérea indicou que está avaliando soluções temporárias, mas nenhuma substituição firme foi anunciada.

Se o pedido dos 787 for cancelado, a Air Niugini pode precisar estender os contratos de aluguel de suas atuais aeronaves de fuselagem larga ou buscar opções alternativas, potencialmente atrasando uma modernização completa de suas operações de longa distância.