A United Airlines recebeu aprovação da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) para operar aeronaves Boeing 737-800 equipadas com o sistema de internet via satélite Starlink. A certificação marca a primeira aeronave de linha principal da frota da companhia a ser liberada para o serviço, após a conclusão de sua instalação inicial.

A decisão da FAA estende o Certificado Suplementar de Tipo (STC) para o Starlink, anteriormente concedido a outros tipos de aeronaves, para incluir os Boeing 737-800 da United. Como resultado, a companhia planeja lançar seu primeiro voo comercial com conectividade Starlink em 15 de outubro, partindo de Newark/Nova York.

A United já implementou o equipamento Starlink em mais da metade de sua frota regional, com a instalação progredindo a uma taxa de aproximadamente 50 jatos regionais por mês. O primeiro voo regional a oferecer o serviço Starlink operou em maio de 2025, utilizando um Embraer E175.

O sistema Starlink, fornecido pela SpaceX, oferece internet banda larga via uma constelação de satélites e é projetado para suportar streaming durante o voo, compras online e jogos. De acordo com a United, o feedback inicial das operações regionais mostra que 90% dos passageiros valorizavam a capacidade de transmitir conteúdo a bordo.

O primeiro Embraer E175 a receber o Starlink (United Airlines)
O primeiro Embraer E175 a receber o Starlink (United Airlines)

As vantagens técnicas do sistema Starlink incluem um perfil mais leve em comparação com o hardware de conectividade via satélite tradicional, menor consumo de combustível e maior confiabilidade. O Wi-Fi a bordo pode atingir velocidades de até 250 Mbps, de acordo com as especificações do fabricante.

O acordo da United Airlines com a SpaceX permitirá que os membros do MileagePlus acessem o Wi-Fi Starlink gratuitamente. A inscrição no programa de fidelidade está disponível online sem custo, potencialmente ampliando o acesso dos passageiros à conectividade durante o voo.

Com a integração do Starlink em sua frota, a United busca aprimorar a experiência do passageiro e permanecer competitiva no mercado da América do Norte, onde opera uma extensa rede de rotas globais.