Um dos maiores mercado de transporte aéreo do mundo, a China foi palco de mais um acidente grave em menos de dois meses. Nesta quinta-feira, 12, um Airbus A319 da Tibet Airlines pegou fogo após abortar a decolagem no Aeroporto de Chongqing, na região central do país.

A aeronave levava 113 passageiros e nove tripulantes com destino ao Aeroporto de Nyingchi como parte do voo 9833. Todos os ocupantes conseguiram escapar, mas 40 deles tiveram ferimentos, segundo informações preliminares - o jato foi perdido.

O A319 MSN 5157 e registro B-6425 foi adquirido pela própria Tibet Airlines e tinha quase 10 anos de uso. A companhia aérea baseada em Lhasa foi fundada em 2010 e possui 38 aeronaves, todas elas fornecidas pela Airbus. São 27 A319, seis A320 e cinco A330-200 - já descontado o avião acidentado.

Acidente ainda não esclarecido

A excursão de pista em Chongqing ocorre cerca de 50 dias após um Boeing 737-800 da China Eastern Airlines cair na região Guangxi matando as 132 pessoas a bordo.

Até então, acidentes graves na China não ocorriam no país há anos. O episódio do jato da China Eastern continua envolto em mistério já que para muitos analistas uma aeronave nessa fase de voo dificilmente entraria num mergulho fatal apenas por motivos técnicos.

A CAAC (agência de aviação civil da China) encontrou as duas caixas pretas, mas até o momento não há uma hipótese mais provável. Os dois gravadores de voo foram enviados para os EUA para terem seu conteúdo recuperado.

O acidente mais grave de 2022 foi a queda do 737-800 da China Eastern que deixou 132 mortos (Alec Wilson/CC)
O acidente mais grave de 2022 foi a queda do 737-800 da China Eastern que deixou 132 mortos (Alec Wilson/CC)