O programa de Aeronaves de Transporte Médio (MTA) da Índia está entrando em uma fase decisiva, com relatos da mídia local indicando que o A400M da Airbus é cada vez mais visto como inadequado devido ao seu tamanho e custo.
A Força Aérea Indiana (IAF) busca adquirir 60 aeronaves sob o programa, após um decreto aprovado em março. A nova frota substituirá mais de 100 turboélices Antonov An-32 que estão em serviço desde a década de 1980, além de aliviar a carga de trabalho dos velhos Il-76.
Airbus, Embraer e Lockheed Martin têm competido pelo contrato, mas informações recentes na Índia sugerem que o A400M não se alinha mais com os requisitos principais do programa.
O transporte europeu oferece uma carga útil de até 37 toneladas e combina capacidades táticas e estratégicas. No entanto, seu custo unitário estimado de US$ 200 milhões a US$ 220 milhões levantou preocupações, especialmente para missões que normalmente envolvem cargas entre 18 e 30 toneladas.

Usar uma aeronave da classe A400M para tarefas de transporte rotineiras é visto como ineficiente do ponto de vista de custos, de acordo com os relatos, que apontam ainda que o preço de um único Atlas pode viabilizar a compra de dois ou três aviões menores.
Com isso, o C-390 Millennium da Embraer e o C-130J Super Hercules da Lockheed Martin têm assumido cada vez mais o papel de principais candidatos.
O C-390 oferece uma carga útil de cerca de 26 toneladas e uma velocidade de cruzeiro próxima a 870 km/h, com motores a jato que possibilitam operações de longa distância mais rápidas. A Embraer também se associou à Mahindra Defence Systems e propôs uma linha de montagem final na Índia, alinhando a proposta com a política industrial doméstica do governo.

O C-130J da Lockheed Martin, por sua vez, se beneficia de sua presença na IAF. A Índia opera 12 aeronaves, com infraestrutura estabelecida, equipes treinadas e cadeias de suprimento já em funcionamento. O turboélice também é conhecido por sua capacidade de operar a partir de pistas curtas e não pavimentadas, um requisito chave em regiões como Ladakh e no nordeste do país.
A aeronave, no entanto, tem uma capacidade de carga útil inferior, de cerca de 20 toneladas, e é baseada em um projeto mais antigo em comparação com o C-390.
Independentemente de quem vencer, a maioria das aeronaves (cerca de 48) será montada na Índia, e para isso, a Embraer conta com a Mahindra, enquanto a Lockheed já possui laços com o Grupo Tata.
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