As ações da Azul Linhas Aéreas registravam forte uma queda de nesta sexta-feira, 26, após o anúncio de uma oferta pública de ações no valor aproximado de R$ 7,44 bilhões e a mudança do papel de Azul4 para Azul54.
A operação, protocolada junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), envolve a conversão obrigatória de parte das dívidas em ações. Os credores de títulos sênior notes receberão ações da Azul em troca dos valores devidos.
Por volta de 16h, a ação era negociada com valor 25% menor após chegar a cair quase 50%.
A oferta prevê a emissão de 723,9 bilhões de ações ordinárias e 723,9 bilhões de preferenciais, com preços unitários de R$ 0,00013527 e R$ 0,01014509, respectivamente.
O período de subscrição prioritária vai de 23 de dezembro de 2025 a 5 de janeiro de 2026, e as novas ações devem ser negociadas na B3 a partir de 8 de janeiro de 2026.
Em maio de 2025, a Azul ingressou no processo de Chapter 11 nos Estados Unidos, seguindo tentativas anteriores de reestruturação financeira.

O movimento acompanha casos similares de outras companhias aéreas da região, como a LATAM em 2020 e a Gol em janeiro do ano passado, mas a Azul tem lidado com a tarefa de renegociar diversos contratos de leasing e aquisição de aeronaves.
A empresa afirmou ter chegado um acordo com mais de 90% de seus credores e encaminhado sua saída da recuperação judicial. Porém, surpreendeu nesta semana ao cortar uma antiga encomenda de 51 jatos Embraer E195-E2 para apenas 25 unidades.
O acordo, assinado originalmente em 2014, até hoje não teve qualquer aeronave entregue. Toda a frota de mais de 40 E2 é arrendada junto a terceiros.
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