As ações da Embraer registraram forte valorização na B3 após o anúncio da encomenda de até 100 jatos E195-E2 pela Avelo Airlines, considerada histórica, mas encerraram o pregão em queda de 1,60%, cotadas a R$ 80,19, após atingirem máxima de R$ 84,07 no dia. O movimento ocorreu em meio à divulgação de novos contratos e discussões sobre tarifas de importação dos Estados Unidos.

O anúncio do pedido coincidiu com um encontro de líderes do setor aeroespacial realizado em Washington, evento no qual a Embraer esteve presente. O volume de contratos levou a carteira de pedidos da aviação comercial da companhia a cerca de US$ 17,5 bilhões, um dos maiores patamares já registrados pela fabricante brasileira.

Entre os fatores que influenciaram a volatilidade das ações está a expectativa do mercado quanto ao impacto das tarifas de importação de 10% que atualmente incidem sobre aeronaves da Embraer nos EUA.

Os quatro KC-390 em formação (FAB)
Os quatro KC-390 em formação (FAB)

Segundo análises do JPMorgan, o anúncio do novo pedido tende a gerar resposta positiva nos mercados, independentemente do recuo momentâneo nos preços dos papéis.

Negociações tarifárias

A Embraer vem atuando junto a autoridades norte-americanas para tentar a remoção das tarifas, argumentando que a medida poderia ampliar sua competitividade no mercado dos Estados Unidos. De acordo com o banco JPMorgan, a atual tarifa não tem prejudicado significativamente as vendas da companhia, o que pode favorecer a suspensão da cobrança no futuro próximo.

No campo técnico, a empresa busca manter o ritmo de entregas de aeronaves comerciais E175 e E2. Há ainda a expectativa sobre uma potencial encomenda do KC-390 Millennium pelos militares dos Estados Unidos.