A Aerolíneas Argentinas passa por um momento decisivo após a mudança de governo no país. Após a gestão de esquerda de Alberto Fernandéz, que pretendia revitalizar a companhia aérea estatal com recursos públicos, o ultradireitista Javier Milei adotou o caminho contrário, buscando repassar a empresa à iniciativa privada ou, então, para os funcionáriso.
Essa indefinição tem feito a Aerolíneas frear a renovação da sua frota. Neste ano, até a semana passada, apenas um novo jato havia sido adicionado, o Boeing 737 MAX 8 de matrícula LV-KNQ. Mas no dia 3 a empresa recebeu um segundo 737 MAX 8, LV-KNP.
Com isso, a frota passou a contar com 14 desses jatos mais eficientes, três deles entregues no ano passado. Assimo como seus ‘irmãos’, ele possui configuração para 170 passageiros, com 162 assentos na classe econômica e 8 na executiva.
A Aerolíneas possui uma frota de 82 aeronaves, mais da metade delas de Boeing 737. Há quatro 737-700 e 30 737-800 que formam a base da malha de curta e média distância. A estatal também possui 10 Airbus A330-200 para rotas transoceânicas e 24 Embraer E190 que voavam com a Austral, subsidiária extinta pela gestão passada.
Pouco antes das eleições presidenciais, a empresa aérea chegou a anunciar uma encomenda de 12 jatos E195-E2, de nova geração, mas o acordo nunca foi assinado. Questionado nesta terça-feira, 4, durante entrevista coletiva, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que a atual direção não retomou as conversas.
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