A Lufthansa Technik iniciou o processo de certificação da tecnologia AeroSHARK para o A330ceo, tornando o modelo o primeiro Airbus a receber o revestimento com textura inspirada na pele de tubarão. Desenvolvido em parceria com a BASF Coatings, o filme especial com microestruturas conhecidas como riblets reduz o arrasto aerodinâmico e, consequentemente, o consumo de combustível.

O processo de aprovação será realizado por meio de um Supplemental Type Certificate (STC), permitindo a modificação em série dos fuselagens e naceles dos modelos A330-200 e A330-300. A certificação é prevista para 2026.

Segundo Andrew Muirhead, vice-presidente de Inovação em Equipamentos Originais da Lufthansa Technik, a escolha do A330ceo é estratégica: “Com cerca de 1.000 aeronaves A330-200 e -300 em operação no mundo, o potencial para economia operacional e benefícios ambientais é imenso.”

A tecnologia AeroSHARK já está certificada para aeronaves Boeing 777-300ER, 777-200ER e 777F, e até o momento foi aplicada em 28 jatos de diferentes companhias aéreas, além de um Boeing 747 da Lufthansa usado como plataforma de testes.

A tecnologia AeroSHARK foi desenvolvida em conjunto pela Lufthansa Technik e a BASF (SWISS)
A tecnologia AeroSHARK foi desenvolvida em conjunto pela Lufthansa Technik e a BASF (SWISS)

Juntas, essas aeronaves acumularam mais de 232 mil horas de voo, economizando mais de 13 mil toneladas de combustível e reduzindo mais de 42 mil toneladas de emissões de CO₂.

O filme imita a superfície microscópica da pele de tubarão, otimizando o fluxo de ar sobre a fuselagem e resultando em cerca de 1% de redução no consumo de combustível e nas emissões, número que pode aumentar com a aplicação em áreas adicionais.

Para Frank Naber, vice-presidente sênior de Tratamento de Superfícies Globais da BASF Coatings, a certificação para o A330 representa mais um avanço para a aviação sustentável: “A tecnologia da pele de tubarão é um passo importante para melhorar a eficiência de combustível e reduzir emissões. Com a certificação do A330ceo, poderemos ampliar esses benefícios para mais aeronaves.”