O último Airbus BelugaST ativo realizou nesta quinta-feira, 29, seu voo operacional final, ligando Bordeaux, na França, a Broughton, no País de Gales, Reino Unido, encerrando quase 30 anos de serviço como parte da estrutura logística interna da Airbus.

A aeronave, um Airbus A300-608ST Beluga com matrícula F-GSTF, partiu de Bordeaux e pousou no Reino Unido após um voo de aproximadamente 1 hora e 45 minutos. A missão marcou o encerramento definitivo da operação do modelo, que foi utilizado para o transporte de grandes componentes entre fábricas da Airbus na Europa.

Introduzido em meados da década de 1990, o BelugaST foi desenvolvido para atender ao modelo de produção distribuída da Airbus. Derivado do A300, o avião recebeu uma fuselagem superior ampliada para permitir o transporte de cargas superdimensionadas, principalmente asas produzidas no Reino Unido e enviadas para linhas de montagem final na França, Alemanha e Espanha. Ao longo dos anos, a frota tornou-se um elemento essencial da logística industrial da fabricante.

Voo final do BelugaST
Voo final do BelugaST

 A aeronave envolvida no voo final entrou em serviço no fim dos anos 1990 e acumulou milhares de horas de voo transportando asas e outras estruturas de grande porte entre unidades da Airbus. Com seu perfil característico, o BelugaST tornou-se um dos aviões de transporte mais reconhecíveis da aviação mundial.

Sala de aula

A Airbus anunciou a retirada progressiva da frota BelugaST em 2025, como parte da transição para o BelugaXL, modelo maior e baseado no A330, que oferece maior volume útil.

Após o voo final, o BelugaST permanecerá no Reino Unido, onde a Airbus planeja reaproveitar a aeronave para fins educacionais, com uma espécie de 'sala de aula' usada para ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Embora não volte a voar, o avião continuará ligado à história industrial da fabricante e ao sistema logístico que sustentou sua expansão por quase três décadas.

O voo encerra definitivamente o capítulo operacional do programa BelugaST, que desempenhou um papel central no sistema produtivo da Airbus desde 1994 até sua substituição gradual pelo Beluga XL.