A Airbus se recuperou de um início lento nas entregas e enviou 71 aeronaves comerciais a seus clientes em março. Com isso, a fabricante europeia ultrapassou a Boeing no ano e voltou a liderar as entregas com 136 contra 130 jatos comerciais.

Após entregar apenas 65 aviões nos dois primeiros meses de 2025, a Airbus conseguiu destravar sua produção e despachou 10 A220, 52 A320neo, dois A330neo e seis A350 no mês passado.

Aeronave de maior sucesso da fabricante, o A321neo teve 34 aviões entregues, seguido pelo A320neo com 18 jatos. O A220-300 teve outras nove aeronaves entregues enquanto o A350-900, seis widebodies enviados para os operadores.

Completaram o quadro de entregas dois A330-900, uma para a Cebu Pacific e outro para a CIT Leasing, e o primeiro A220-100 do ano, para a ITA Airways.

Eva Air vai receber jatos A350-1000 e A321neo (Airbus)
Eva Air vai receber jatos A350-1000 e A321neo (Airbus)

A despeito do desempenho, a Airbus ainda está atrás dos números de 2024 quando havia entregue 142 aeronaves comerciais até março. O guidance da empresa é de terminar 2025 com 880 aeronaves entregues.

Pedido da falida Go First foi baixado da carteira

Além de superar a Boeing em entregas, a Airbus também amealhou mais pedidos que a rival. Foram 221 pedidos brutos que, somados a janeiro e fevereiro, atingiram um total de 280 aeronaves encomendadas.

No entanto, 76 cancelamentos reduziram o total líquido para 204 pedidos em 2025.

Assim como a Boeing, a fabricante sediada em Toulouse confirmou alguns acordos recentemente anunciados como o pedido de 70 aviões da família A320neo pela BOC Aviation, outro 50 jatos do tipo pela Jackson Square e nove aeronaves A350-1000 e A321neo pela Eva Air.

Airbus A320neo da Go First (GF)
Airbus A320neo da Go First (GF)

Mas surgiram também dois acordos novos, mas cujos clientes seguem anônimos. Um deles encomendou 40 A321neo enquanto o segundo fez uma grande aquisição que incluiu 13 A320neo, 17 A321neo, seis A350-900 e seis A350-1000.

O pedido de 72 A320neo pela companhia aérea indiana Go First, que faliu em 2023, finalmente foi retirado de sua carteira.