A Airbus está pensando seriamente no lançamento da versão A220-500 em 2026, mas condiciona isso ao aumento planejado no ritmo de produção da aeronave rival da família E2, da Embraer. A empresa tem como meta uma produção mensal de 14 jatos A220 até esse ano, visando aproximar o programa do equilíbrio financeiro.

O CEO da Airbus, Guillaume Faury, disse ao The Air Current que aumentar a produção do A220 é essencial para a lucratividade do programa. Faury afirmou que a empresa quer demonstrar que o A220 está se aproximando da lucratividade antes de lançar a potencial A220-500.

Segundo ele, após o possível lançamento, a equipe precisaria se concentrar no próximo ciclo de desenvolvimento de produtos.

O programa A220 continua a registrar perdas financeiras, mas a Airbus recebeu solicitações de clientes por uma versão alongada da aeronave. Em tese, o A220-500 poderia acomodar cerca de 170 passageiros, o colocando como concorrente direto da família A320neo, embora com custos operacionais mais baixos e potencialmente menor alcance.

O A220-500 poderia comportar ao menos 170 assentos (AIRWAY)
O A220-500 poderia comportar ao menos 170 assentos (AIRWAY)

A Airbus está avaliando dois caminhos de desenvolvimento para o A220-500: um alongamento simples da fuselagem, que poderia limitar o alcance, ou uma reformulação mais abrangente envolvendo novos motores, asas e tanques de combustível.

Se lançado, o A220-500 pode ser o último novo modelo de aeronave comercial introduzido por Airbus ou Boeing nesta década. A fabricante trabalha na próxima geração de avião de fuselagem estreita, mas para um horizonte em meados da década de 2030.

A família A220, originária da Série C da Bombardier, tinha 941 pedidos firmes até agosto, a grande maioria dos quais era para a variante A220-300 (823 aeronaves). Deste total, 442 aeronaves haviam sido entregues até o mês passado.