A despeito das afirmações de que a cadeia de suprimentos está voltando ao normal, a Airbus teve um janeiro com entregas bastante limitadas de aeronaves comerciais. Apenas 19 jatos deixaram as instalações da fabricante com destino aos seus clientes.
Trata-se de um total pior do que em janeiro de 2025, quando havia entregue 25 aviões, e até inferior ao mesmo mês de 2023, época em que os problemas de produção eram comuns.
Segundo relatório da Airbus, foram entregues 10 A321neo, cinco A320neo , três A220-300 e apenas um único widebody A350-900, este o segundo para a SWISS.
O volume baixo contrasta com o recorde de entregas obtido em dezembro passado, quando 136 aeronaves comerciais foram recebidas pelos clientes da Airbus, um esforço que culminou com a recuperação de um ano difícil para a empresa.

Embora o trabalho de fornecedores tenha evoluído ao longo dos últimos meses, parece claro que as dificuldades na linha de montagem persistem em meio à uma demanda extremamente aquecida e que leva alguns acordos recentes a prever entregar apenas após 2030.
Apesar disso, a Airbus fechou janeiro com 49 novos pedidos firmes e nenhum cancelamento.
O maior acordo coube à Spring Airlines, que encomendou 30 jatos da família A320neo no fim de dezembro, mas que apareceram no backlog no mês seguinte. O IAG Group, dono da British Airways e da Iberia, expandiu sua carteira com oito A320neo e dois A321neo enquanto a Air Algeria adquiriu um A350-900.
Dois pedidos de clientes não revelados foram fechados, um por seis A321neo e outro por dois A321neo. A Airbus tem agora 8.783 aeronaves comerciais pendentes de entrega.
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