A Airbus está se preparando para iniciar discussões de vendas para uma versão maior do A220, conhecida como A220-500, enquanto avalia se deve formalmente lançar o desenvolvimento da variante alongada ainda este ano, segundo a Reuters.
Fontes da indústria informaram à agência de notícias que a Airbus poderia abrir negociações com companhias aéreas e empresas de leasing nas próximas semanas, com o objetivo de garantir compromissos suficientes para apoiar uma versão de aproximadamente 180 assentos da aeronave.
Esse esforço marcaria o início de negociações comerciais estruturadas antes de um possível lançamento do programa, que poderia ser anunciado já no Farnborough Airshow em julho.
Executivos da Airbus indicaram a financiadores que 2026 deve ser um ano significativo para o programa A220, com mais detalhes sobre futuros desenvolvimentos a serem divulgados nos próximos meses. Qualquer decisão de seguir em frente com o A220-500 exigiria aprovação do conselho da Airbus.
O A220-500 está sendo cotado há vários anos como um alongamento direto da família A220 existente, que atualmente cobre o segmento de 110 a 160 assentos com as variantes A220-100 e A220-300. Uma versão maior colocaria a aeronave mais próxima da extremidade inferior do mercado de corredor único, tradicionalmente atendido pela família Airbus A320 e Boeing 737.

Fontes citadas pela Reuters afirmaram que a Airbus sinalizou, de forma privada, que a aprovação final dependeria de garantir dois ou três grandes clientes dispostos a ancorar o programa. O cronograma de lançamento também dependeria de considerações industriais mais amplas, incluindo estabilidade de produção e controle de custos.
A Airbus continua enfrentando desafios com o programa A220, incluindo taxas de produção mais lentas do que o planejado, custos de fabricação elevados e escrutínio sobre a durabilidade do motor. As empresas de leasing também pressionaram o fabricante a demonstrar um progresso mais claro no desempenho industrial.
O programa A220, originalmente desenvolvido pela Bombardier como C Series, foi adquirido pela Airbus em 2018 e ainda não alcançou lucratividade. Um A220-500 alongado poderia permitir à Airbus revisar contratos com fornecedores e melhorar a economia unitária ao diluir custos fixos sobre uma aeronave maior, potencialmente reduzindo os custos de produção por assento.
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