A Airbus planeja transferir sua frota de cinco aeronaves de carga BelugaST para museus e instituições educacionais, após a aposentadoria do serviço ativo e o fracasso de seu projeto de companhia aérea de carga especial.
A fabricante está em conversas com vários museus e organizações para determinar locais adequados para a exibição pública dos A300-600ST (Super Transporter), aeronaves que lembram baleiras.
Os jatos deixaram de ser necessários após a Airbus concluir a transição para a frota de Beluga XL.
A Airbus operou os BelugaST por meio de sua unidade Airbus Beluga Transport até 2024, apoiando a logística interna e o transporte de componentes de grandes dimensões em toda a sua rede de produção na Europa.
O BelugaST entrou em serviço há mais de duas décadas, oferecendo capacidade de transporte aéreo especializada para as linhas de montagem da Airbus. A frota foi fundamental para apoiar a expansão da empresa e os complexos requisitos da cadeia de suprimentos.

O Beluga XL, baseado na plataforma A330, agora desempenha as funções de transporte anteriormente atribuídas ao BelugaST, oferecendo maior capacidade de carga, apesar da menor autonomia. A Airbus não anunciou museus específicos selecionados para as aeronaves, mas confirma que o processo está em andamento.
A Airbus construiu cinco BelugaST no total, e sua aposentadoria ocorre após a introdução gradual do BelugaXL, que começou em 2019.
A fabricante chegou a criar a Airbus Beluga Transport (AiBT) e obteve o Certificado de Operador Aéreo (AOC) da companhia de carga em 2024, na esperança de encontrar clientes que precisassem transportar grandes volumes de carga que não poderiam ser transportados por aeronaves convencionais. No entanto, o plano foi encerrado em 2025.
Foi um BelugaST que fez o único voo do tipo para o Brasil em julho de 2022, transportando um helicóptero até Viracopos.
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