A American Airlines e a Alaska Air estão explorando potenciais acordos de compartilhamento de receitas e outras parcerias estratégicas, como resposta ao aumento de custos e a intensa concorrência no mercado dos EUA, revelou a agência Bloomberg.
A reportagem afirmou que as discussões incluíram a possibilidade de adicionar a Alaska aos acordos conjuntos existentes da American, incluindo sua parceria transatlântica com o IAG Group, proprietário da British Airways e Iberia.
A Bloomberg também relatou que uma fusão foi brevemente discutida como parte de conversas, mas a ideia não avançou.
A notícia foi publicada dias depois que a American rejeitou publicamente especulações sobre uma possível fusão com a United Airlines, após comentários atribuídos ao CEO da United, Scott Kirby, que desencadearam especulações no mercado.

O comunicado da companhia aérea alertou que uma fusão entre as duas maiores companhias aéreas dos EUA enfrentaria grandes obstáculos antitruste.
A American tem enfrentado pressão para melhorar suas margens, uma vez que continua a ficar atrás de rivais como a Delta Air Lines e a United, ambas as quais se beneficiaram mais da demanda por viagens premium, redes internacionais mais fortes e parcerias de fidelidade lucrativas.
A Alaska, por sua vez, está no meio da integração da Hawaiian Airlines após a aquisição da companhia e está se preparando para expandir internacionalmente utilizando a frota de aviões widebody nova parceira.

A companhia aérea começou a por em prática uma malha de voos com jatos Boeing 787 Dreamliner em rotas de longa distância além de suas operações tradicionais na Costa Oeste e domésticas.
A American e a Alaska já mantêm laços comerciais por meio da aliança Oneworld, na qual a empresa sediada em Seattle ingressou em 2021 após expandir sua parceria com a American na Costa Oeste dos EUA. Nenhuma das companhias aéreas comentou publicamente sobre a reportagem.
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