A American Airlines anunciou planos para retomar voos diretos entre os Estados Unidos e a Venezuela e se tornar a primeira companhia aérea norte-americana a sinalizar o retorno ao país desde a suspensão das operações comerciais em 2019. A retomada do serviço ainda depende de autorizações do governo dos EUA e da conclusão de avaliações de segurança.

A empresa informou que pretende operar voos diários assim que todas as aprovações forem concedidas. Segundo a American, o processo envolve coordenação com autoridades federais, órgãos reguladores, sindicatos e equipes internas, com foco no atendimento aos requisitos operacionais e de segurança antes do reinício das operações.

A companhia atua na Venezuela desde 1987 e, antes da interrupção dos voos, era a maior operadora dos Estados Unidos no país. De acordo com a empresa, a retomada do serviço poderá atender demandas de viagens a negócios, lazer e caráter humanitário, além de restabelecer conexões diretas para passageiros com vínculos familiares entre os dois países.

O anúncio ocorre em um momento de mudanças no cenário político e de segurança envolvendo a Venezuela. Em janeiro, os Estados Unidos lançaram uma operação militar que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, abrindo um período de incertezas sobre o futuro do país, ao mesmo tempo em que surgiram discussões sobre uma possível normalização das relações bilaterais.

Apesar disso, a American ressaltou que não há uma data definida para o retorno dos voos. A empresa afirmou que divulgará mais detalhes sobre rotas, frequências e cronograma à medida que o processo de aprovação avance e as condições operacionais sejam confirmadas.