A American Airlines descartou a possibilidade de uma fusão com a United Airlines, afirmando que não está envolvida nem interessada em discussões sobre a combinação de duas das maiores companhias aéreas dos EUA.
A declaração surgiu após reportagens que afirmaram que CEO da United, Scott Kirby, levantou a possibilidade de uma união durante uma reunião com autoridades da governo Trump no início deste ano.
“Embora mudanças no mercado aéreo mais amplo possam ser necessárias, uma combinação com a United seria negativa para a concorrência e para os consumidores”, disse a American Airlines. A companhia com sede em Fort Worth acrescentou que tal acordo seria inconsistente com sua compreensão da abordagem antitruste da administração e afirmou que seu foco permanece na execução de sua estratégia existente.
A United Airlines não quis comentar sobre os reportagens.

Uma fusão entre as duas companhias criaria um colosso aéreo com uma frota superior a 3.200 aeronaves, aproximadamente o dobro do tamanho do da Delta Air Lines, e provavelmente enfrentaria um intenso escrutínio regulatório. Especialistas em legislação antitruste afirmam que, mesmo que as autoridades federais estivessem inclinadas a aprovar tal acordo, ele ainda poderia ser contestado por procuradores gerais estaduais.
A Casa Branca até agora se distanciou da ideia. A secretária de imprensa Karoline Leavitt disse que a administração não está atualmente considerando ou expressando uma opinião sobre uma potencial fusão.
Alguns analistas da indústria também questionaram se a proposta era séria, sugerindo que poderia ser parte de um posicionamento estratégico mais amplo da United para buscar uma aquisição menor, como a JetBlue Airways.

O setor aéreo dos EUA já está altamente consolidado após uma onda de fusões entre 2008 e 2013. Hoje, a American, a United, a Delta Air Lines e a Southwest Airlines controlam mais de dois terços do mercado doméstico, com posições dominantes em muitos dos principais aeroportos.
Por capacidade de assentos disponíveis, a American e a United já eram as duas maiores companhias aéreas do mundo em 2025, tornando qualquer potencial combinação um dos movimentos de consolidação mais significativos na indústria em mais de uma década.
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