A American Airlines retomou os voos entre Miami e Caracas, restabelecendo a ligação com a Venezuela após sete anos de suspensão. E a rota foi operada pelo Embraer E175 que recebeu a pintura especial de centenário da companhia aérea.

A aeronave realizou o voo inaugural nesta quinta-feira, 30 de abril, marcando o primeiro serviço sem escalas entre os dois países desde 2019. A rota é operada pela Envoy Air, subsidiária regional da American, e uma segunda frequência diária está prevista para começar em 21 de maio.

A American iniciou operações para a Venezuela em 1987 e foi uma das principais companhias dos Estados Unidos no mercado antes de suspender os voos devido à instabilidade política e econômica.

Embraer E175 retomou os voos da American Airlines para a Venezuela em 30 de abril. (American Airlines)
Embraer E175 retomou os voos da American Airlines para a Venezuela em 30 de abril. (American Airlines)

A pintura comemorativa, lançada como parte das celebrações do centenário da companhia, foi aplicada no E175 utilizado na rota para Caracas. O design também faz referência ao 250º aniversário dos Estados Unidos, que será celebrado em 2026.

“A American tem orgulho de ser a primeira companhia a retomar voos entre Venezuela e Estados Unidos”, afirmou Nate Gatten, vice-presidente executivo da companhia para American Eagle, imóveis corporativos e relações governamentais.

A rota para Caracas reforça o Aeroporto Internacional de Miami como principal porta de entrada da American para a América Latina, apoiada por uma ampla malha regional e forte demanda da numerosa comunidade latino-americana no sul da Flórida. O hub também está geograficamente próximo da Venezuela — cerca de 2.200 km de Caracas —, o que permite operar rotas de curta e média distância de forma eficiente na região.

Embraer E175 com a pintura centenária (American Airlines)
Embraer E175 com a pintura centenária (American Airlines)

A novidade surge em um momento de incerteza estratégica para as companhias aéreas dos Estados Unidos. Reportagens recentes indicaram que o CEO da United Airlines, Scott Kirby, procurou a American para discutir uma possível fusão, proposta que não avançou.

Paralelamente, a American tem buscado laços comerciais mais próximos com o Alaska Air Group, embora as conversas não envolvam uma combinação das duas empresas.