A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) aprovou novas regras para punir passageiros que adotem comportamentos considerados inadequados ou perigosos durante viagens aéreas no Brasil. A medida estabelece sanções administrativas que podem incluir multas de até R$ 17,5 mil e restrições para embarque em voos domésticos.

As punições passam a valer para uma série de situações que comprometam a segurança ou a ordem durante a operação aérea, tanto dentro das aeronaves quanto nas áreas operacionais dos aeroportos.

A agência reguladora também prevê a possibilidade de inclusão do passageiro em uma lista restritiva que impede o embarque por determinado período, dependendo da gravidade da infração.

As sanções variam conforme o tipo de ocorrência e podem abranger desde comportamentos que dificultem o trabalho da tripulação até situações que representem risco direto à segurança do voo ou dos demais passageiros.

O endurecimento das regras ocorre em um contexto de aumento dos incidentes envolvendo passageiros indisciplinados no país. Levantamento da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) aponta que os registros desse tipo de ocorrência cresceram de forma significativa no último ano.

Aviões da GOL e Azul em Brasília (AeroportoBSB)
Aviões da GOL e Azul em Brasília (AeroportoBSB)

A nova regulamentação também define que passageiros retirados de um voo por conduta inadequada poderão perder o direito ao transporte até o destino originalmente contratado, além de não terem direito a assistência oferecida normalmente em casos de atraso ou cancelamento.

Medidas semelhantes têm sido adotadas por autoridades de aviação civil em diferentes países como forma de reduzir episódios de conflito a bordo e reforçar a segurança das operações aéreas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, interferir nas atividades da tripulação pode resultar em multas elevadas e outras sanções previstas na legislação federal. Em países europeus e asiáticos também existem listas de restrição de embarque e penalidades que variam conforme a gravidade do incidente.

Casos envolvendo desentendimentos com tripulações ou descumprimento de instruções de segurança têm se tornado mais frequentes em voos comerciais, levando reguladores e companhias aéreas a revisar procedimentos e penalidades para lidar com esse tipo de comportamento.