A FedEx reafirmou que mantém planos para recolocar em operação seus cargueiros McDonnell Douglas MD-11F, mesmo após a decisão da UPS de aposentar definitivamente o modelo. A posição foi reiterada em 28 de janeiro, pouco depois de a UPS confirmar que retirou de serviço seus MD-11 ainda em dezembro de 2025.

A suspensão das operações do MD-11 nos Estados Unidos ocorreu após um acidente fatal envolvendo uma aeronave cargueira da UPS, que levou a Federal Aviation Administration (FAA) a interromper temporariamente os voos do tipo enquanto as causas eram investigadas. No caso da FedEx, a companhia indicou que trabalha com a Boeing e com a FAA para atender a eventuais exigências adicionais de inspeção e manutenção.

Segundo a FedEx, o planejamento prevê o retorno dos MD-11F até 31 de maio, desde que a liberação regulatória seja concedida. A empresa deixou claro que a retomada depende exclusivamente da conclusão do processo conduzido pelas autoridades de aviação.

O motor esquerdo se desprende da asa do MD-11F logo após a decolagem.
O motor esquerdo se desprende da asa do MD-11F logo após a decolagem.

Atualmente, a FedEx mantém 29 MD-11F estacionados à espera dessa autorização. Além dela, a também americana Western Global Airlines possui 15 aeronaves do mesmo modelo igualmente paradas no país.

A UPS adotou uma estratégia diferente. A empresa contava com 22 MD-11 cargueiros em sua frota em 7 de novembro de 2025, que foram estocados após a suspensão. Diante do histórico do modelo e do impacto do acidente, a companhia optou por antecipar a retirada definitiva do trijato, concluindo o processo no quarto trimestre de 2025 e substituindo a capacidade por cargueiros Boeing 767.

Projetado ainda na era McDonnell Douglas, o MD-11 é um trijato que já vinha se aproximando do fim de sua vida operacional em grandes frotas cargueiras, mas ainda restam dezenas de aeronaves em uso em outras partes do mundo, o que deve garantir ao modelo uma sobrevida.