A Hunnu Air recebeu seu segundo E195-E2 em dezembro, dentro de um acordo de leasing para dois jatos da Embraer. Um dos aviões foi exposto no Singapore Airshow nesta semana como uma propaganda da presença da aeronave em operação na Ásia.

A companhia aérea da Mongólia estreou seu primeiro E2 em abril e conta ainda com dois E190 de primeira geração. No evento, executivos da empresa relataram planos de expandir a frota de aviões brasileiros em breve, segundo a Aviation Week.

De acordo com o vice-presidente da Hunnu Air, Turbold Tserenkhuu, a empresa está em negociações com arrendadores para incorporar mais um jato E2 à frota. A expectativa é fechar um contrato de leasing ainda neste ano para reforçar capacidade de médio alcance da companhia.

A Hunnu Air opera voos regulares para Pequim e Almaty, no Cazaquistão, além de rotas domésticas e regionais. A empresa também mantém uma operação relevante de voos charter, atendendo mercados como Coreia do Sul, Japão e Filipinas.

Entre esses serviços, está um voo charter para Phu Quoc, no Vietnã, com duração de cerca de 6h30, considerado o voo mais longo já operado por um jato da família E2. A operação é vista como um teste de alcance e desempenho da aeronave em missões mais extensas.

Um dos dois E190 da Hunnu Air
Um dos dois E190 da Hunnu Air

Para 2026, a Hunnu Air planeja iniciar voos regulares para Tashkent, no Uzbequistão, e Nova Délhi, na Índia. Segundo a companhia, a estratégia é começar com operações charter em alguns mercados para avaliar a demanda antes de lançar serviços regulares.

A participação da Hunnu Air no mercado internacional da Mongólia cresceu de 5% em 2022 para 12% atualmente. Apesar disso, o mercado segue fortemente dominado por companhias estrangeiras. Antes da pandemia de covid-19, sete empresas aéreas atendiam o país; hoje, são mais de 20, das quais apenas três são mongóis.

Além da frota de jatos, a companhia prevê incorporar quatro aeronaves Cessna em 2026, sendo dois modelos 208B e dois SkyCourier 408. A empresa também opera um turboélice ATR, atualmente fora de serviço por falta de peças de reposição e que deverá ser retirado da frota.