A Argentina está em processo de aquisição de dois Boeing KC-135R Stratotanker para apoiar a frota de caças F-16 Fighting Falcon, segundo o comandante da Força Aérea do país.

O Brigadeiro-General Gustavo Javier Valverde confirmou a intenção em declarações ao site Zona Militar, afirmando que a Força Aérea pretende incorporar a capacidade de reabastecimento em voo para ampliar o alcance operacional dos caças.

Até o momento, a Argentina recebeu seis F-16AM/BM provenientes da Dinamarca, parte de um acordo para 24 aeronaves, com entregas previstas até 2027. Sem o reabastecimento em voo, os caças ficam limitados pela capacidade interna de combustível, especialmente diante das grandes distâncias do espaço aéreo sul-americano.

Força Aérea Argentina F-16 caça
Força Aérea Argentina F-16 caça

O F-16 possui receptáculo para reabastecimento por lança rígida, sistema utilizado pela Força Aérea dos Estados Unidos. Essa configuração impede o uso de aviões-tanque com sonda e cesto, reduzindo as opções da Argentina e tornando o KC-135 a escolha natural.

O Chile adota configuração semelhante, operando tanto caças F-16 quanto aviões-tanque KC-135. O Peru, que anunciou planos para adquirir 12 F-16 Block 70, também avalia a incorporação de uma frota de KC-135.

Desenvolvido nos anos 1950 a partir do protótipo Boeing “Dash 80”, que também originou o 707, o KC-135 segue como elemento central nas operações de reabastecimento aéreo dos Estados Unidos. Muitas unidades foram posteriormente modernizadas para o padrão KC-135R, com motores CFM56, aumentando eficiência e desempenho.

Os seis F-16 e um dos KC-135R dos EUA ao chegarem a Argentina (FAA)
Os seis F-16 e um dos KC-135R dos EUA ao chegarem a Argentina (FAA)

A Argentina busca adquirir as aeronaves por meio de transferência do inventário da Força Aérea dos Estados Unidos, processo que depende da disponibilidade e das necessidades operacionais americanas. A demanda por aviões-tanque aumentou nos últimos anos, o que pode impactar o cronograma de entrega.

Além do reabastecimento, o KC-135 pode transportar cargas, recuperando parcialmente a capacidade de transporte de longo alcance perdida com a aposentadoria da frota de Boeing 707 da Argentina.