Os seis primeiros caças Lockheed Martin F-16A/BM Fighting Falcon da Força Aérea Argentina chegaram ao Área de Material Río IV nesta sexta-feira, 5 de dezembro, após uma viagem que durou uma semana, desde que os aviões partiram de Skrydstrup, Dinamarca, realizando escalas em Zaragoza, Gando (Espanha) e Natal (Brasil) durante o trajeto.
A entrega encerra um longo hiato de uma década desde que a FAA aposentou os últimos Dassault Mirage III e ficou sem uma aeronave supersônica de interceptação.
Os jatos de ataque A-4AR acabaram sendo deslocados para a função, mais para manter os pilotos em atividade do que para fornecer capacidade de defesa aérea.

A operação de traslado envolveu o envio de quatro caças de dois assntos, matrículas M-1004, M-1005, M-1007 e M-1008, além de dois F-16 de um assento, o M-1009 e o M-1020.
Três Boeing KC-135R Stratotanker da USAF, um Boeing 737-700 e um KC-130 da Força Aérea Argentina deram suporte logístico ao deslocamento.
Festa com a presença do presidente Javier Milei
A recuperação da capacidade supersônica da Força Aérea Argentina ocorreu em meio a idas e vindas e restrições orçamentárias. Governos anteriores tentaram suprir a lacuna com ofertas vindas de fabricantes como a KAI, da Coreia do Sul, a HAL, da Índia, a MiG russa e a dupla PAC/Chengdu, parceria entre paquistaneses e chineses e que foi a que mais perto de chegou de um acordo.
Mas se o governo britânico barrou alguns negócios com aeronaves que usavam equipamentos produzidos no país europeu (caso do assento ejetável Martin Baker), quando os EUA decidiram bancar o F-16 para reduzir a influência chinesa na região, as coisas se acertaram rapidamente.

Neste sábado, 6, uma cerimônia oficial de incorporação ao Grupo 6 de Caça está agendada, incluindo um sobrevoo pela capital Buenos Aires. Autoridades militares e governamentais devem participar do evento, destacando o novo ciclo para a aviação de combate do país.
O presidente Javier Milei dará as boas vindas aos jatos de segunda mão vendidos pela Dinamarca, que migrou para o avançado F-35.
Um segundo lote de seis F-16A/B está previsto para ser incorporado até o final de 2026, conforme cronograma. A formação de um esquadrão operacional deve levar mais tempo, quando de fato a Argentina terá de volta sua capacidade apropriada de defesa aérea.
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