Ataques aéreos israelenses destruíram vários caças F-14 Tomcat da Força Aérea da República Islâmica do Irã em uma base aérea na cidade de Isfahan, segundo informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF).

Os bombardeios também atingiram sistemas de detecção e defesa aérea que, de acordo com os militares israelenses, representavam risco para aeronaves envolvidas nas operações sobre o território iraniano. Segundo a IDF, a destruição dos F-14 faz parte de uma série de ações destinadas a reduzir a capacidade iraniana de ameaçar aeronaves israelenses.

Os ataques ocorreram dentro de uma ofensiva mais ampla contra alvos militares no país. Nos últimos dias, Israel afirmou ter atingido centenas de instalações, incluindo depósitos de munição e estruturas associadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.

Imagem de infravermelho mostra os dois caças F-14 (IDF)
Imagem de infravermelho mostra os dois caças F-14 (IDF)

Em outra operação realizada anteriormente, um ataque israelense teria destruído 16 aeronaves utilizadas pela Força Quds do IRGC no aeroporto de Mehrabad, em Teerã.

O F-14 Tomcat é um caça de origem americana que foi adquirido pelo Irã antes da Revolução Islâmica de 1979. Na década de 1970, ainda sob o governo do xá Mohammad Reza Pahlavi, o país encomendou 79 unidades do modelo aos Estados Unidos.

Com a ruptura das relações entre Washington e Teerã após a revolução, o Irã perdeu acesso ao suporte técnico oficial, peças de reposição e programas de modernização da aeronave.

Mesmo assim, a Força Aérea iraniana manteve os F-14 em operação por décadas, recorrendo a engenharia reversa, manutenção local e ao reaproveitamento de componentes de aeronaves retiradas de serviço.

A Marinha dos Estados Unidos aposentou o F-14 em 2006, substituindo-o pelo F/A-18 Super Hornet. O Irã é atualmente o único país que ainda opera o caça bimotor.

0 F-14 e o F/A-18 (USN)
0 F-14 e o F/A-18 (USN)

Embora tenha se tornado mundialmente famoso após o filme *Top Gun*, lançado em 1986, a frota iraniana de F-14 é considerada tecnologicamente defasada. Analistas apontam que a ausência de suporte do fabricante e de atualizações significativas reduziu a capacidade de combate das aeronaves após quase cinco décadas de uso.

Por isso, a destruição dos jatos em Isfahan tende a ter mais valor simbólico do que impacto direto nas capacidades operacionais da aviação militar iraniana.

Ainda assim, os ataques indicam a tentativa de Israel de reduzir possíveis ameaças à sua aviação enquanto mantém operações aéreas no interior do território iraniano.