A aviação comercial brasileira alcançou em 2025 o maior volume de passageiros de sua história. Ao todo, 129,6 milhões de viajantes passaram por aeroportos do país em voos domésticos e internacionais, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O resultado representa um crescimento de 9,4% em relação a 2024 e de 9,2% na comparação com 2019, ano que até então detinha o recorde de movimentação, com 118,7 milhões de passageiros. É a primeira vez que o setor ultrapassa a marca de 120 milhões de viajantes em um único ano.

No mercado doméstico, foram transportados 101,2 milhões de passageiros, também um recorde histórico. O volume é 8,4% superior ao registrado em 2024 e 5,3% acima do recorde anterior, de 2015, quando 96,1 milhões de passageiros viajaram em voos internos.

O segmento internacional manteve trajetória de crescimento iniciada em 2021 e encerrou 2025 com 28,4 milhões de passageiros. O número representa alta de 13,4% em relação a 2024, que havia registrado 25 milhões de viajantes e detinha o recorde anterior.

Check-in no Terminal 3 de Guarulhos (GRU Airport)
Check-in no Terminal 3 de Guarulhos (GRU Airport)

 A demanda e a oferta também avançaram ao longo do ano. Considerando os mercados doméstico e internacional, a demanda cresceu 11,3% em 2025, enquanto a oferta aumentou 10,2%. No mercado doméstico, a demanda subiu 10,6% e a oferta, 8,5%. Já no internacional, a demanda teve alta de 11,7% e a oferta cresceu 11,3%.

Os dados de dezembro confirmaram o desempenho positivo do setor. No último mês do ano, foram movimentados 9,1 milhões de passageiros em voos domésticos, alta de 9,2% em relação a dezembro de 2024. No segmento internacional, o volume chegou a 2,6 milhões de passageiros, crescimento de 10,7% na mesma base de comparação.

Em dezembro, a demanda doméstica cresceu 10,6% e a oferta, 8,4%, enquanto no mercado internacional a demanda avançou 9,7% e a oferta, 7,9%. No transporte de cargas, foram movimentadas 39,1 mil toneladas no mercado doméstico, queda de 6,2% em relação a dezembro de 2024, e 69,4 mil toneladas no segmento internacional, recuo de 1,2%.

As informações fazem parte da atualização do relatório de demanda e oferta da ANAC, que passou a incluir os dados consolidados do setor até dezembro de 2025.