A Azul anunciou nesta quarta-feira, 13, ter recebido aprovação do Tribunal de Falências dos EUA para fechar a renegociação de vários contratos de leasing de suas aeronaves.

Segundo ela, foi acertado um acordo com a AerCap, sua maior fornecedora, e  tmabém a rejeição de “múltiplos contratos de arrendamento e outros contratos que não impactam a malha da Azul”. A empresa não explicou quais seriam eles.

Com a AerCap, a Azul afirma que conseguirá economizar mais de US$ 1 bilhão na operação de sua frota, segundo estimativas. A companhia aérea garante que a rejeição de outros contratos de leasing vai gerar mais economias e não impactar a frota já que esses aviões não estavam em serviço.

“As aprovações concedidas hoje pelo Tribunal apoiam nosso amplo plano de transformação para otimizar a frota, reduzir custos de longo prazo e fortalecer a estrutura de capital para o futuro o mais rápido possível”, disse John Rodgerson, CEO da Azul.

O E195-E2 da Azul pousa no Santos Dumont pela primeira vez (Azul Linhas Aéreas)
O E195-E2 da Azul pousa no Santos Dumont pela primeira vez (Azul Linhas Aéreas)

“Temos recebido apoio contínuo de nossos parceiros e as aprovações de hoje, sem objeções, refletem uma abordagem colaborativa para ajustar nossa frota. Juntas, essas ações contribuem para fortalecer nossa organização e posicioná-la para reinvestir em nossa equipe, negócios e frota”, acrescentou ele.

Aviões parados há meses

A rejeição de aviões parados ocorre vários meses após vários turboélices ATR e E-Jets estão sem voar e encostados em aeroportos no Brasil. A Azul chegou a afirmar ao site que eles não tinham condições de voo por conta dos problemas com o mercado de peças de reposição.

Atualmente, há 42 aeronaves desativadas na frota, sendo elas 16 ATR 72, 16 E195, cinco A320neo e cinco E195-E2, aeronave que a Azul anunciou que receberia em grandes quantidades.