A Azul Linhas Aéreas revelou ter obtido um crescimento de 42,5% no número de passageiros transportados para os Estados Unidos entre janeiro e julho de 2025, ante o ano passado.

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a companhia embarcou mais de 216 mil clientes em rotas para Orlando e Fort Lauderdale – atualmente a empresa voa para as cidades da Flória a partir de Campinas (Viracopos), Belo Horizonte/Confins, Recife, Manaus e Belém.

Este aumento na demanda resultou também em uma ampliação de 40% no número de operações internacionais para os Estados Unidos, que passaram de 727 para 1.020 voos no período considerado.

A Azul opera estas rotas com aeronaves da família Airbus A320 e A330, que oferecem autonomia e capacidade adequadas para voos de longo curso entre o Brasil e a Flórida, onde a empresa está presente desde 2015. Além disso, alguns voos são realizados por aeronaves da EuroAtlantic em regime de ACMI.

A320neo da Azul (Alexandro Dias)
A320neo da Azul (Alexandro Dias)

Expansão da malha aérea para os Estados Unidos

Em resposta a esse cenário, a Azul anunciou que a partir de novembro elevará a frequência entre Viracopos e Orlando de 30 para 52 voos mensais em cada sentido, um aumento superior a 70%. A oferta de assentos saltará de aproximadamente 9 mil para 15,5 mil por mês nessa rota, o que indica um reforço significativo para atender a demanda crescente.

Além disso, em dezembro, mês tradicionalmente com alta procura devido às férias escolares, a companhia programou voos extras que elevarão o total para 62 decolagens mensais, com mais de 18 mil assentos disponibilizados em cada direção.

O foco no aumento da capacidade para Orlando reflete o interesse contínuo dos brasileiros pelo destino, reconhecido mundialmente pelos parques temáticos e como um importante polo turístico nos Estados Unidos, a despeito do ambiente político desgastado após a posse do republicano Donald Trump.

A Azul também passa por uma recuperação judicial e tem buscado melhorar seus resultados financeiros, incluindo ampliar a oferta em mercados onde tem se saído melhor.