A Azul Linhas Aéreas e a Embraer renegociaram o contrato de aquisição de 51 jatos E195-E2 e cortaram o número de aeronaves para apenas 25 unidades.
A informação foi revelada nesta terça-feira (23) como parte do processo de Chapter 11 da Azul na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York, cuja decisão foi publicada em 22 de dezembro. O novo acordo, no entanto, havia sido assinado em 26 de novembro, mas somente homologado no começo da semana.
O pedido de 51 aeronaves E195-E2 faz parte de contratos firmados entre 2014 e 2018, representavam um valor de referência de aproximadamente US$ 3,1 bilhões a preços de catálogo da época.
A Azul tornou-se a primeira cliente de lançamento do E195-E2 ao receber o primeiro jato em 2019 por meio de leasing. Desde então, a empresa recebeu cerca de 40 aeronaves do tipo, mas sempre arrendadas.
Pedido em compasso de espera
A escolha do E2 era esperada em virtude da empresa operar uma grande frota de E-Jets. Em 2014, ela assinou uma carta de intenções para 30 pedidos firmes e direitos de compra para outros 20 jatos durante em Farnborough, no Reino Unido.

Em dezembro de 2018, Embraer e Azul anunciaram uma nova carta de intenções para 21 aeronaves adicionais, elevando o total de pedidos firmes para 51 unidades.
No entanto, a despeito de ser uma das maiores operadoras do E2 no mundo, a Azul nunca recebeu qualquer dos jatos de sua encomenda, preferindo pagar alugueis por aeronaves de terceiros.
Em meio ao processo de recuperação judicial iniciado em maio, a empresa teve que renegociar diversos contratos de leasing em busca da redução da sua dívida de curto prazo.
Nas últimas semanas, a Azul passou a receber um lote de sete E195-E2 arrendados, mas em nenhum momento citou a redução do contrato com a Embraer.
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