A Azul Linhas Aéreas anunciou que assegurou um financiamento de US$ 1,375 bilhão que viabiliza a etapa final de sua saída do processo de reorganização judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. Os recursos permitirão à companhia encerrar o financiamento emergencial utilizado durante o processo e executar o plano aprovado pela Justiça americana.
Segundo a empresa, o dinheiro será usado principalmente para quitar o chamado financiamento debtor-in-possession (DIP), uma linha de crédito concedida a empresas em recuperação judicial para garantir sua operação enquanto renegociam dívidas. Ao liquidar esse crédito, a Azul elimina uma das principais exigências para concluir formalmente o Chapter 11.
O financiamento foi obtido por meio da emissão de títulos de dívida com vencimento em 2031 e juros anuais de 9,875%. A oferta superou a expectativa inicial da companhia, que era levantar US$ 1,21 bilhão. A demanda dos investidores foi significativamente maior, o que permitiu ampliar o valor captado.
De acordo com a Azul, eventuais recursos remanescentes após o pagamento do DIP serão direcionados à implementação do plano de reorganização e ao reforço da liquidez da empresa. Isso inclui a reorganização do passivo, ajustes financeiros e a criação de uma estrutura mais sustentável para o negócio no médio prazo.
A operação representa um passo central para que a Azul deixe oficialmente o Chapter 11, processo iniciado em maio de 2025 em Nova York. Na ocasião, a companhia buscou proteção judicial para renegociar dívidas e tornar sua estrutura financeira mais resiliente a fatores como variações cambiais e oscilações no preço do combustível.
A expectativa da empresa é concluir a saída do Chapter 11 em fevereiro. Em comunicado ao mercado, a Azul afirmou que a forte procura pelo financiamento indica confiança dos investidores na reestruturação e na continuidade das operações da companhia aérea.
A captação havia sido antecipada mais cedo pela Reuters, que informou que a emissão ultrapassou US$ 9 bilhões em pedidos, evidenciando o interesse do mercado na operação.
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