A Azul Linhas Aéreas afirmou que o Tribunal dos Estados Unidos do Capítulo 11 aprovou seu Plano de Reorganização em 12 de dezembro. A decisão ocorre após a proposta da companhia receber mais de 90% de aprovação das classes de credores elegíveis.
O plano permite que a Azul avance para a fase final do processo de reestruturação, com expectativa de conclusão no início de 2026. A proposta contempla a redução de mais de US$ 3 bilhões em dívidas e obrigações.
A aprovação judicial ocorre enquanto a empresa tem obtido ganhos operacionais, mas ainda bastante presa a dívidas volumosas.
Parte do plano prevê uma Oferta de Direitos de Ações de até US$ 950 milhões, reforçando a estrutura de capital da companhia. A transação está alinhada à estratégia de fortalecimento financeiro da Azul.

“Este marco representa um passo decisivo rumo à conclusão de nossa transformação financeira e à saída do processo como uma Companhia ainda mais forte”, disse John Rodgerson, CEO da Azul.
A Azul entrou com pedido de proteção judicial nos Estados Unidos em maio após tentar por vários meses renegociar suas dívidas diretamente com os credores. A empresa aérea foi a terceira no país a buscar a saída do Capítulo 11 após a Latam e a GOL. A Avianca da Colômbia também não teve outra alternativa e solicitou o mesmo em meio à pandemia.
A despeito do discurso otimista de seus executivos, a Azul deve sair da restruturação com perdas em sua malha de voos doméstica e internacional já que terá de abrir mão de parte da sua frota de aviões.
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