A frota de Airbus A330 da Azul pode passar por uma nova mudança nos próximos meses em meio à devolução de jatos A330-900 para a arrendadora Avolon, aeronaves que serão repassadas à GOL. Agora, dados do Planespotters apontam que aviões Airbus A330-200 que voaram na American Airlines passaram a ser vinculados à companhia aérea brasileira, em um movimento que sugere uma possível recomposição temporária da frota de longo curso.
Nas últimas semanas, a Azul devolveu três A330-900 arrendados da Avolon. O PR-ANV já deixou a frota e aparecerá como PS-WGF na operação da GOL, enquanto o PR-ANY também foi retirado de serviço em 18 de abril e deverá se tornar o PS-WGC. Outro A330-900, o PR-ANW, já havia sido transferido para Teruel, na Espanha, centro conhecido por armazenagem e manutenção de aeronaves.
Ao mesmo tempo, dois novos A330-900 seguem em produção para a Azul. As aeronaves de matrícula futura PR-ANU (MSN 2119) e PR-ANR (MSN 2126) continuam listadas no Planespotters como encomendas da companhia e devem ser entregues diretamente pela Airbus.

Até recentemente, outros A330-200 ex-ITA Airways também apareciam associados à Azul em bases públicas de frota, o que levantou especulações sobre uma renovação com aeronaves usadas de origem europeia. Essa lista, porém, foi reduzida e agora resta apenas um avião: o PR-AIH, ex EI-EJG, um A330-200 de 2010 que operou pela Alitalia e posteriormente pela ITA Airways.
Ex-American
Em paralelo, quatro Airbus A330-200 que voaram na American Airlines passaram a aparecer ligados à Azul. As aeronaves são os ex-N283AY (MSN 1076), N281AY (MSN 1041), N280AY (MSN 1022) e N282AY (MSN 1069), todos fabricados entre 2009 e 2010 e entregues originalmente para a US Airways, que os encomendou com motores Rolls-Royce.
Três deles pertencem à Jetran, enquanto um também aparece vinculado à Flight Lease. Todos estão armazenados e listados com futura matrícula brasileira ainda indefinida ou com indicação de entrega para a Azul.
Embora o site seja uma fonte amplamente usada pelo setor para acompanhar movimentações de frota, mudanças em registros do site não significam necessariamente contratos fechados. Em alguns casos, aeronaves podem aparecer vinculadas a operadores antes da conclusão definitiva de negociações.

A movimentação ocorre na esteira da saída da Azul do Chapter 11 nos Estados Unidos após acordos com credores e arrendadores. A companhia vem ajustando sua estrutura de capital e sua frota ao mesmo tempo em que busca manter capacidade em rotas internacionais.
Caso os A330-200 sejam de fato incorporados, a Azul passaria a operar aeronaves mais antigas e menos eficientes que os A330-900, mas com custos de aquisição ou arrendamento potencialmente menores — uma alternativa coerente para uma companhia que ainda atravessa uma fase delicada de reorganização financeira.
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