A Azul Linhas Aéreas transportou 31,73 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais ao longo de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O volume representa um crescimento de cerca de 4% em relação a 2024, quando a companhia havia transportado 30,52 milhões de passageiros.
O resultado foi registrado no mesmo ano em que a Azul ingressou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, com base no Chapter 11, em maio. Desde então, a empresa passou grande parte de 2025 renegociando contratos com credores, especialmente companhias de leasing de aeronaves, em um processo voltado à reorganização de sua estrutura financeira.
Segundo a ANAC, o maior crescimento percentual ocorreu no mercado internacional, que somou 1,52 milhão de passageiros em 2025, alta de 28,1% em relação ao ano anterior. No mercado doméstico, a Azul transportou 30,21 milhões de passageiros, ante 29,33 milhões em 2024, um avanço de aproximadamente 3%.
A oferta total de assentos cresceu de 38,95 milhões em 2024 para 39,44 milhões em 2025, alta de 1,3%. No mesmo período, a taxa média de ocupação subiu de 81,5% para 83,3%.

As rotas mais movimentadas da companhia no ano foram Recife–Campinas, Recife–Guarulhos, Campinas–Confins, Porto Alegre–Campinas e Recife–Confins, refletindo a concentração das operações nos principais hubs da empresa em Viracopos, Confins e Recife.
No campo financeiro, a Azul informou recentemente ter chegado a acordos com a maior parte de seus credores. No fim de 2025, a companhia também concluiu uma troca de ações como parte do processo de reestruturação, movimento que provocou uma forte queda no valor dos papéis, dentro do padrão observado nesse tipo de operação.
As companhias aéreas norte-americanas American Airlines e United Airlines deverão assumir participações acionárias na Azul. A entrada da United chegou a ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas o processo foi posteriormente suspenso por 15 dias a pedido de um instituto de defesa do consumidor.
Apesar do recorde de passageiros, o desempenho operacional de 2025 ocorreu em paralelo a um dos períodos mais complexos da história recente da Azul, marcado por ajustes contratuais, negociações com credores e reorganização societária. Resta saber como a companhia se comportará em 2026, ano que pode registrar um novo recorde na aviação comercial brasileira.
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