A certificação dos jatos 737 MAX 7 e MAX 10 da Boeing, que antes era esperada para 2025, deve ser adiada para 2026, disseram fontes ao The Air Current.
A informação foi confirmada por executivos da Southwest Airlines, principal cliente do modelo, e está relacionada a um problema técnico persistente no sistema de anti‑gelo do motor — uma falha que ainda não tem solução definitiva por parte da fabricante.
O sistema de anti‑gelo do MAX pode superaquecer os dutos de entrada de ar dos motores feitos de material composto, o que representa risco de falha estrutural ou liberação de fragmentos durante o voo.
Embora o problema também afete os modelos MAX 8 e 9 atualmente em operação, a Boeing se comprometeu com o Congresso dos EUA e com a FAA (Administração Federal de Aviação) a resolver a falha antes da certificação dos modelos MAX 7 e MAX 10.
Segundo o CEO da Southwest, Bob Jordan, a empresa já não conta mais com o MAX 7 em sua frota de 2025. “Esperamos agora por 2026, e isso depende do progresso técnico da Boeing”, declarou à Bloomberg. A Southwest é a maior cliente do MAX 7 e planejava usar o modelo para substituir parte de sua frota mais antiga.

A Boeing chegou a solicitar uma isenção temporária à FAA para permitir a certificação sem a correção imediata do sistema anti‑gelo, mas retirou o pedido em janeiro de 2024, após pressão política e regulatória.
Em nota enviada ao The Air Current, a fabricante afirmou que está “amadurecendo uma solução técnica que inclui atualizações de design. As modificações serão incluídas na certificação-base do MAX 7 e MAX 10. Seguiremos trabalhando sob supervisão rigorosa da FAA para atender aos padrões de segurança.”
O adiamento também afeta o cronograma do 737 MAX 10, cuja certificação e entregas foram igualmente postergadas para 2026. Entre os operadores impactados estão a canadense WestJet (que assumiu a condição de cliente lançadora do MAX 10) e a Alaska Airlines, que previa início das entregas no fim de 2025.
Enquanto isso, o atraso pressiona ainda mais a Boeing, que já enfrenta desafios na produção da linha 737, exigindo agora uma revisão completa de sua cadeia de suprimentos pela FAA antes de qualquer aumento na taxa de produção.
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